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Má intenção ou má informação!?

Quem fala que, no passado, índios e não-índios conviviam pacificamente pode estar envolto em duas possibilidades: ou mal intencionado ou muito, muuiitttto desinformado.
Até os primeiros colonizadores que por aqui aportaram fizeram vários relatos históricos mostrando uma realidade nada confortável para os índios. Ao longo deste blog, vamos trazer alguns fragmentos da História triste que precisa ser dita e repetida reiteradas vezes.

Deve-se observar que a utilização da mão-de-obra indígena não se limitava à extração, mas compreendida todas as atividades correlatas, em particular, a navegação no Rio Branco: a crônica de Coudreau (1887, p.195-200) fornece dados inequívocos quanto à utilização exclusiva de índios na tripulação das embarcações que faziam o trajeto de Manaus ao alto Rio Branco. Além disso, note-se, Coudreau é testemunha da compulsoriedade desse trabalho: segundo o cronista, os índios – cuja população se compunha basicamente de Wapixana e Macuxi – que tentavam fugir eram barbaramente supliciados, a tortura alvejava, principalmente seus pés, para que não reincidissem na fuga.

‘e na planta dos pés, o fugitivo é mantido de costas, enquanto lhe aplicam até com golpes de fer de bêche (tipo de pá de cavar), com refinamentos que colocam o infeliz na possibilidade de andar durante mais de quinze dias. Muito hábil, o índio poderá sempre trabalhar, mas não estará em condições de buscar a saída para os campos’ (p. 199)’”.

(fragmentos do livro Pacificando o Branco – Cosmologias do contato no Norte-Amazônico; organizadores: Bruce Albert e Alcida Rita Ramos)

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