Lago do Caracaranã, espetáculo da natureza

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Lago do Caracaranã: rodeado de cajueiros e emoldurado por serras do Planalto das Guianas

O roraimense que ainda não foi ao Lago do Caracaranã está em dívida consigo mesmo. Morar em Roraima e não ter ido ao menos uma vez lá é quase uma blasfêmia ao regionalismo. Não é exagero o que os poetas declamaram e os artistas regionais cantaram sobre esse lugar. Porque ele é realmente encantador.

A água cristalina em tom esverdeado vive encrespada por causa do forte vento que sopra vindo das serras do Planalto das Guianas, que emoldura o visual do lago até mesmo à noite. Esse encrespamento aqui chamamos de banzeiro, uma espécie de “marolinha” de água doce. O turista que lá for vai se surpreender com areia branca e macia que facilmente remete à imagem de uma praia de mar caribenha.

Muitos turistas que vêm ao Estado logo listam o Caracaranã em seu roteiro de passeios. E não é difícil chegar lá. A 170 km da Capital, no Município de Normandia, a Leste do Estado, o lago fica dentro dos limites da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Mas não há impedimentos para entrar, desde que pague o ingresso de R$10,00 por pessoa e respeite as regras de qualquer local protegido.

São quase duas horas de viagem de carro pela BR-401, sendo 100 Km de asfalto e o restante na estrada de piçarra. Isso que requer muita atenção do condutor, pois a rodovia é escorregadia em qualquer época do ano, seja pelas pedras que fazem o carro deslizar em uma freada ou manobra brusca, por causa dos buracos, ou pela lama que faz a piçarra ficar escorregadia quando chove. Mas, com atenção redobrada do condutor e respeitando o limite de velocidade, nada que assuste quem vai ao local.

Como os índios ainda estão aprendendo a lidar com a exploração comercial do turismo, o visitante não pode esperar muita coisa em relação à estrutura física (Afinal, nem o governo que tem recursos consegue pôr para funcionar o turismo em Roraima). Lá existem três chalés que não dispõem de qualquer conforto e que está com a estrutura precisando de manutenção. É preciso levar rede ou um colchão para dormir.

Também há cerca de 10 apartamentos que dispõem de energia e banheiros externos coletivos, mas não tem cama. Quem preferir pode atar sua rede em um dos vários malocões que existem no local. Ou acampar sob os inúmeros cajueiros que circundam o lago e que ajudam a compor o visual ímpar do Caracaranã (Mas cuidado para não atar a rede em um cajueiro ressecado pela ação do tempo ou tomado por cupins, pois é acidente na certa).

Não é demais reforçar: leve sua comida, porque não há restaurante, e a povoação urbana mais perto, a sede de Normandia, fica a cerca de 20 minutos de carro por uma estrada de piçarra.

Mas, para quem gosta de um lazer rústico e quiser levar comida pronta ou preparar nas churrasqueiras improvisadas à sombra dos cajueiros, então é só relaxar e curtir a água sempre gelada e um visual típico dos lavrados roraimenses.

NOTA AO LEITOR

É importante o visitante consultar o Conselho Indígena de Roraima (CIR) antes de ir para o Caracaranã, pois a estrutura do lago é usada para reuniões com lideranças indígenas e outros eventos de parceiros daquela entidade. Neste caso, se tiver alguma programação no local, haverá restrições para a entrada ou permanência.

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4 Comentários

  1. Pingback: Site passa a publicar fotos e vídeos de leitores sobre Roraima – RORAIMA DE FATO

  2. Luciano Carvalho

    Muito boa a reportagem/texto.

  3. Parabéns pela matéria!
    E hoje, março de 2018, como está o Lago? E como desfrutar desse paraíso?

  4. Ola. Quem da autorização pra entrada?

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