Viagem de carro pela BR-174 pode virar um passeio turístico

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Percorrer os 769 km entre Boa Vista e Manaus (AM), pelo trecho sul da BR-174, pode ser uma oportunidade para conhecer alguns pontos turísticos de Roraima. Embora haja um trecho entre os municípios de Caracaraí e Rorainópolis com buracos, a maior parte do trajeto pode ser feita por um asfalto de qualidade e pista bem sinalizada. Há pontos que exigem atenção do condutor por estarem passando por reforma.

Dependendo da operadora de celular ou dos poucos pontos de Wi-Fi, é possível registrar boas imagens do passeio e ir postando nas redes sociais, caso a pessoa não esteja muito apressada para chegar ao seu destino final e, obviamente, haja interesse em registrar e compartilhar com amigos na rede.

Logo ao sair de Boa Vista, a qualquer ponto do lado esquerdo da estrada, já é possível observar a Serra Grande, um dos locais mais perto de Boa Vista para um passeio de carro ou barco pelo Rio Branco, banho na cachoeira Véu de Noiva ou mesmo algo mais radical, como subir a serra. A cerca de 19 Km pela rodovia, logo depois da ponte sobre o Igarapé Água Boa, local muito frequentado por banhistas, é o melhor ponto para observar e fotografar a serra de longe.

Seguindo pela estrada, há várias paisagens dignas de capa do perfil do Facebook ou de bons registros para o Instagram. São lavrados, igarapés, rios e árvores de grande porte que descontraem a vista durante a cansativa viagem e que podem servir de motivo para descer do carro ou da moto para esticar as pernas e a coluna.

Antes de chegar à sede de Caracaraí, que fica a 142 Km de Boa Vista, do lado esquerdo, a exatos 120 Km, tem a entrada para as corredeiras do Bem-Querer, que é tombado como patrimônio histórico e pode proporcionar um bom passeio e com um banho de água gelada entre os relevos rochosos e várias corredeiras que convidam o visitante a um registro fotográfico. Embora a entrada fique em uma propriedade particular, o acesso é gratuito. Lá existem pousadas e um bar e restaurante.

Seguindo, na sede de Caracaraí, é possível fazer uma breve parada para apreciar a beleza do Rio Branco na Orla da cidade, onde moradores e turistas passeiam no fim de tarde. Na saída da cidade, a 142 Km, tem a exuberante ponte sobre o Rio Branco. Andando mais um pouco, a 151 Km, chega-se a Vista Alegre, onde pode-se parar para observar a ponte de um ângulo privilegiado e fazer registros fotográficos.

Prosseguindo, o viajante vai dirigir um bom trecho para chegar ao Município de Rorainópolis, a 297 Km da Capital, o último antes das terras amazonenses. Alguns quilômetros depois da sede, a 346 Km da Capital, tem o Rio Jauaperi, logo após a Vila Nova Colina, que no verão é um convite a um banho em meio a uma paisagem composta de pedras que brotam do leito do rio. Bom para registrar boas imagens e motivo para parar um pouco depois de horas de viagem.

Muito chão depois, a 409 Km de Boa Vista, à margem direita da BR-174, o condutor vai se deparar com um monumento de pedra que simboliza a Linha do Equador. Fica na chamada praça do centro do mundo, que se tornou ponto de parada obrigatória para quem quer registrar o momento único de atravessar, com um passo apenas, do Hemisfério Sul ao Hemisfério Norte, e ainda registrar em fotos e vídeos tal feito.

Depois dessa parada, tem a entrada para a Terra Indígena Waimiri-Atroari, a 348 Km da Capital, que se estende entre os estados de Roraima e do Amazonas, sendo 74 Km de estrada do lado roraimense. Neste ponto, no posto fiscal de Jundiá, os fiscais do Estado vistoriam cargas e a polícia pode solicitar os documentos das pessoas, do condutor e do veículo.

Lá pode-se fazer um registro fotográfico da barreira feita pelos indígenas, onde uma corrente é esticada atravessando a pista a partir das 18h até as 6h do dia seguinte. À noite, somente ônibus com passageiros, ambulância ou viaturas policiais passam.

Dentro da área indígena tem o Rio Alalaú, que representa a divisa natural de Roraima e Amazonas. O carona do carro, com um pouco de habilidade, consegue tirar uma foto sem parar ou sair do carro. Basta o condutor reduzir a velocidade. Lembrando que existem placas, ao longo de todo o percurso, alertando que é proibido parar dentro da terra indígena.

Do lado amazonense, a cerca de 100 quilômetros antes de chegar a Manaus (AM), tem o Município de Presidente Figueiredo, que é a cidade das cachoeiras. Há placas indicando, à margem da rodovia, a entrada para os locais onde estão as cachoeiras. Há estrutura para receber turistas ou um breve passeio para quem só está de passagem.

Enfim, as opções são das mais variadas para quem quer ir a Manaus de carro ou vir de lá para Boa Vista. Há outros pontos turísticos e áreas protegidas ao longo desse trecho, mas que exigem mais tempo para quem deseja conhecê-los. Porém, o Roraima de Fato vai mostrá-los em outras oportunidades.

Boa viagem e boas imagens!

 

Br-174-trecho-sul

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7 Comentários

  1. Pingback: Serra Grande a partir da praia do Rio Branco. Bom demais!

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  3. Pingback: Apiaú, região rica em potencial turístico, mas ainda inexplorado – RORAIMA DE FATO

  4. Um dia farei esse passeio…

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  6. Muito obrigado pelas dicas. Gostaria de ter esse roteiro com uma imagem nítida. Mesmo ampliando não dá para ler direito. Seria possível disponibilizar esse roteiro com melhor resolução?

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