Trekking na Serra Grande, desafio e aventura em meio à natureza selvagem

Aventura do começo ao fim subir os 900 metros da Serra Grande
Aventura do começo ao fim subir os 900 metros da Serra Grande

Subir a Serra Grande pelo setor leste, a partir da Vila Serra Grande I, no Município do Cantá, a 40 Km da Capital, é umas das aventuras mais procuradas por quem gosta de trekking ou aqueles que querem experimentar um passeio radical no fim de semana. Vamos logo avisando que os quase 900 metros de altitude não são para qualquer um. O desavisado, fora de forma e sem um calçado adequado, vai sofrer como nunca e dependerá de muita superação.

Troncos de árvores são um obstáculo extra durante o trajeto
Troncos de árvores são um obstáculo extra durante o trajeto

Mas também não se trata de um bicho de sete cabeças. É bom se preparar antes fazendo caminhadas na areia, por meia hora ao dia, e ficar consciente de que a ida a uma serra não é um passeio qualquer. Trata-se de uma aventura com imprevistos. A lei da gravidade vai testar o corpo do aventureiro do começo ao fim. E a recompensa, no final, é que a pessoa vai querer se aventurar de novo em outras programações desse tipo, pois já saberá o que é superação do próprio corpo.

É necessário um pisante bom para vencer os imensos blocos de pedras
É necessário um pisante bom para vencer os imensos blocos de pedras

A chegada para começar a subir a serra é pela BR-432, a cerca de 50 Km de Boa Vista, que é asfaltada, mas atualmente apresenta muitos buracos. Ainda há um trecho de cerca de 12Km em estrada barro para chegar à Vila Serra Grande I. O local da subida será escolhido pelo guia.

Como essa aventura exige muito, requer planejamento e um guia experiente. A subida pode ser feita em um dia para quem está em plena forma física, saindo cedo da manhã e retornando no fim da tarde, com pouco tempo para contemplar a visão panorâmica, mas o recomendado para os aventureiros não esportistas são no mínimo dois dias.

No trajeto, o aventureiro pode curtir a exuberante beleza da serra
No trajeto, o aventureiro pode curtir a exuberante beleza da serra

Quem quer tempo para descansar lá em cima, sofrendo menos, o ideal são três dias, com um dia lá em cima para descansar bem o corpo e apreciar a exuberância da natureza. A subida é um desafio o tempo todo, mesmo para quem está forma física. O aventureiro precisa estar bem equipado com botas ou um tênis apropriado que não escorregue.

O percurso é por imensos blocos de pedra, quedas d’água que representam não só um momento de descanso, mas também um desafio extra, além de imensos troncos de árvores caídos e retorcidos, que se tornam obstáculos que exigem passar por baixo ou por cima deles como se fossem pontes improvisadas.

No período de inverno, a trilha rumo ao topo é brindada com cachoeiras e corredeiras
No inverno, a trilha rumo ao topo é brindada com cachoeiras 

Há pontos de floresta densa que requerem experiência para não se perder da trilha e muito cuidado para não se acidentar ou ser picado por insetos ou mesmo um animal peçonhento. É por isso que essa aventura precisa ser planejada por um guia experiente, que oriente a fim de evitar acidentes e, em caso de quedas e tombos mais graves, haja um kit de primeiros-socorros.

Apesar dos desafios e sofrimentos, quem já foi sabe o quanto é gratificante chegar até o local do acampamento e voltar cheio de história de superação, contato intenso com a natureza selvagem e experiências para o resto da vida. Quem quiser uma dica de guia, o site recomenda Luciano Alverenga ou um experiente aventureiro que já nos levou até lá, Lindomar Neves dos Santos, o Bach.

VEJA O VÍDEO DA SUBIDA DO SITE RORAIMA DE FATO À SERRA GRANDE

 

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