EM PAUTA

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No silêncio, Sebrae no velho estilo Teresa/Jucá

No passado, o Sebrae foi uma instituição de muito peso e instrumento importante dos empresários de pequenos negócios para terem acesso a recursos e investimentos, além de apoio em seus empreendimentos. Mas isso foi a um tempo distante, quando a instituição não estava nas mãos do grupo da prefeita Teresa Surita e do senador Romero Jucá (ambos do MDB). A Superintendência está sob o comando da filha da prefeita, Luciana Surita, há anos.

Desde que ela assumiu, o Sebrae entrou em um silêncio preocupante, pois a entidade não é mais lembrada pela imprensa e nem mesmo pelo empresariado, que só ouve falar dela quando tem algum curso que, por ventura, recebe pouca divulgação nos veículos de comunicação. É como se aquela casa estivesse fechada em si mesmo, bem ao estilo de administrar adotada pelo grupo político de Jucá, o qual não gosta de ser questionado nem contrariado.

Assim como a prefeita gosta de administrar a cidade pelas redes sociais, a filha também acha que o Sebrae só deve existir no Facebook, onde o que mais aparece são cursos ministrados. O Sebrae sumiu das publicações por motivos óbvios mesmo, para que ninguém fique monitorando o que ocorre por lá, embora seja instituição mantida com recursos públicos também.

A propósito, fazendo uma busca pela palavra-chave “Luciana Surita Sebrae Roraima”, a última notícia importante que saiu na imprensa foi a que veio sob o título: “MARIDO DE FILHA DA PREFEITA É PRESO PELA PF COM FUZIL E PISTOLA”, sobre a operação a Polícia Federal chamada “Anel de Giges”, que fez uma busca e apreensão no endereço de Luciana Surita, durante a operação que também focou outros filhos de Jucá e Teresa. E foi só!

 

Contratações a todo vapor

Ainda a respeito do Sebrae, pode falta ações e divulgações de suas atividades, mas as contratações de pessoas sempre estiveram a todo vapor por lá. Acessando o Portal de Transparência, os números mostram que, há um ano, o Sebrae Roraima tinha quase 100 empregados. Desde lá a lista não foi mais atualizada e não é possível saber se este número aumentou ou não. Ou seja, está faltando transparência.

 


Mais uma vez traído

O ex-deputado federal Luciano Castro mais uma vez se sentiu traído pelo grupo político da prefeita Teresa Surita e seu mestre e mentor, o senador Romero Jucá. E olha que ele mal se recuperou da lapada que levou nas eleições passada. Castro alimentava a esperança de ser alçado a vice na chapa de Teresa para o Governo do Estado, mas ficou sabendo pelas redes sociais que ele já foi preterido. Aos mais próximos, ele disse que rachou definitivamente com o grupo e que deverá seguir só nas eleições deste ano. Pelo menos até a próxima promessa de Jucá.

A xenofobia explodiu de vez

Populares queimaram os pertences dos venezuelanos (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)

O ódio e a intolerância dos venezuelanos agora não podem ser mais disfarçados. Deve correr o mundo a notícia sobre o que ocorreu no Município de Mucajaí, a cerca de 60Km da Capital, onde populares liderados por um pastor evangélico atacaram o abrigo dos estrangeiros e queimaram suas roupas e pertences em via pública. Apesar da solidariedade da maioria dos roraimenses, a xenofobia sempre esteve presente nas pessoas que usam as redes sociais para disseminar o ódio.

Ficando na mesmice

Governadora Suely usando a mesmas desculpas (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Em seu perfil no Facebook, a governadora Suely Campos (PP) não muda o seu discurso: culpa a falta de medicamentos e material na saúde pública à chegada de venezuelanos. Esse êxodo não é de hoje, o que significa que essa desculpa na cola mais. Já era tempo de a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) ter se organizado e se programado para a crescente demanda. Suely afirma que a Sesua está fazendo uma força-tarefa para dar celeridade às compras de medicamentos e materiais médico-hospitalares. Segundo ela, a expectativa é que o abastecimento comece a ser regularizado a partir da próxima semana. Enquanto isso, o povo sofre nos hospitais.

Prestação de contas

Um levantamento inédito feito pelo Transparência Partidária aponta que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisa julgar 1.137.893 páginas de papel referentes às prestações de contas anuais dos partidos políticos brasileiros entre os anos de 2012 e 2016. Até o ano passado os processos eram enviados à corte de forma física. O cientista político e coordenador do movimento, Marcelo Issa, fica até sexta-feira, 23, em Brasília (DF) para falar sobre este assunto com ministros, procuradores, políticos e jornalistas. O tema está diretamente relacionado com o Sistema de Prestação de Contas Anuais (SPCA), tecnologia semelhante à utilizada pela Receita Federal para colher as declarações de impostos dos cidadãos.

Sistema  eficiente

O uso da ferramenta por partes dos partidos políticos é obrigatório desde o ano passado. O SPCA se mostra como o sistema mais eficiente para as legendas prestarem contas de suas atividades bancadas com recursos do orçamento da União que pertencem a todos os brasileiros. O Transparência acredita que o SPCA torna o processo mais rápido e acessível a toda a população, assim como aos cerca de 140 milhões de eleitores. No entanto, o movimento entende que o acesso aos dados inseridos no sistema pelos partidos deve ser disponibilizado ao público em geral. O assunto ganha ainda mais relevância em 2018, já que os partidos devem receber um volume recorde de dinheiro público dos fundos Partidário e Eleitoral: cerca de R$ 3 bilhões.

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Um Comentário

  1. E tome peia nesse povo dos cajus e campos… quem poderá nos (ESTADO DE RORAIMA)Salvar!!!

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