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‘Fake news’ é a grande preocupação

Em discussão mundo afora, principalmente nos Estados Unidos, onde a eleição presidencial foi influenciada pelas notícias falsas nas redes sociais, o chamado “fake news” é a grande preocupação, em todo o Brasil, diante da proximidade das eleições 2018. Na quarta-feira, 21, o tema foi debatido no Plenário do Senado, em que o impacto desse fenômeno no cenário político foi o assunto principal.

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O ministro Tarcísio Vieira, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disse, no evento, que esse é um dos desafios das eleições deste ano, ao lado do financiamento de campanha e do voto impresso. Também participaram do debate sobre os custos sociais e culturais da desinformação representantes da mídia e especialistas em informática. Todos falam a mesma língua quando se trata de “fake News”, porém não será fácil combater as falsas notícias.

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Embora o Marco Civil da Internet preveja punição para a divulgação de notícias falsas, além da reforma política aprovada em 2017 que também trata da questão, os grupos políticos investem pesado em seus exércitos de “fakes” para impulsionar seus conteúdos na internet ou mesmo atacar seus adversários políticos. Não se trata de nenhuma novidade, pois o investimento em redes sociais faz parte da estratégia da campanha eleitoral dos candidatos.

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O Estado de Roraima sabe que temos, por aqui, uma “rainha do fake news”, explicitada por seu perfil com milhões de curtidas para uma população local que não passa de meio milhão de pessoas. Embora ela seja pioneira e se tornou especialista em manter seu exército bancado com recursos público, essa tática não é exclusividade dela. Resta saber se a Justiça Eleitoral terá peito para enfrentar esse grande problema para a lisura do pleito e para manutenção da democracia.

 

Como se prevenir

Sobre campanha eleitoral na internet, é proibida a propaganda eleitoral paga nas redes sociais, a não ser que o material seja explicitamente classificada como propaganda, para que não induza o eleitor ao erro, permitindo que ele mesmo faça seu juízo de valor, alertou o ministro. Além disso, é o cidadão eleitor que precisa também ter discernimento para identificar um “fake news”. Abaixo, um gráfico que ajuda o internauta a descobrir se ele está sendo vítima dos exércitos de “fakes” dos políticos.

 

Temer desinformado

Ou presidente Michel Temer (MDB) não está bem informado sobre a situação dos venezuelanos em Roraima ou estão repassando informações falaciosas para ele sobre os estrangeiros em Boa Vista. Na abertura da Conferência Internacional da Primeira Infância, na terça-feira, 20, em Brasília (DF), Temer elogiou a prefeita Teresa Surita (MDB) afirmando que ela estaria cuidando dos venezuelanos “com brandes problemas, mas com sabedoria e com ajuda do Governo Federal”. Nenhuma nem outra coisa, ou seja, Teresa vem se esquivando de sua obrigação e a ação do Governo Federal é pífia.

Presidente Temer faz média com a prefeita Teresa, dizendo que ela estaria cuidando dos venezuelanos (IMAGEM: REPRODUÇÃO)

Ou Temer mal intencionado

Acaso Michel Temer tiver conhecimento da realidade dos venezuelanos em Roraima, então só resta crer que ele estava fazendo uma média com Teresa Surita, que é titulada prefeita “Amiga da Criança” e, com esta comenda reconhecida pelas entidades em defesa da infância, ela gosta de fazer mídia nacionalmente e até mesmo internacionalmente. No evento em Brasília estavam presentes representantes de cinco organismos das Nações Unidas no Brasil, os quais deram apoio para a realização da conferência internacional.

O vídeo da verdade

A propósito, foi a própria Teresa que fez um vídeo, no sábado pela manhã, antes de pegar o voo para Brasília, falando da morosidade do Governo Federal e pedindo socorro para os venezuelanos. No vídeo da fala do Temer, dá para ver que a prefeita de Boa Vista não estava à vontade, o que indica que algo está mal explicado: afinal, Temer repassou recurso para a Prefeitura de Boa Vista, conforme ele afirmou? Ou Teresa falou inverdades sobre a situação dos venezuelanos para ficar “bem na foto” perante os organismos internacionais?

Veja o vídeo aqui!

 

Imigração será um divisor

A questão dos venezuelanos indica que será um dos divisores de água na campanha eleitoral deste ano. Dependendo do comportamento do eleitor, os políticos têm mudado de opinião. O senador Romero Jucá (MDB) é craque em mudar o seu discurso, assim como a prefeita Teresa Surita (MDB). Os mais recentes protestos realizados nos municípios de Mucajaí, a Centro-Oeste do Estado, e Pacaraima, ao Norte, na fronteira com a Venezuela. E muita coisa vai rolar ainda daqui para o início da campanha eleitoral.

Socorro aos que estavam na praça

Famílias foram levadas para novo abrigo (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Roraima)

Enquanto o Governo Federal mostra-se lento, quase parando, a primeira ação concreta para amenizar o sofrimento dos estrangeiros começou a ser realizada. Famílias de venezuelanos que estavam acampadas na Praça Simón Bolivar, chamada de “bola do Trevo”, começaram a ser transferidas ontem para um novo abrigo instalado na Avenida Carlos Pereira de Melo, no bairro Jardim Floresta, na zona Oeste. Embora seja o Exército responsável pela logística do local, um prédio que pertencia à Defesa Civil do Estado de Roraima, o aluguel foi pago pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), que fez o levantamento das famílias.

Prédio onde foram instaladas barracas foi alugado pela Acnur (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Roraima)

Mais reunião em Brasília

O ministro do Trabalho interino, Helton Yomura, recebeu na manhã desta quarta-feira, 21, o secretário de Acesso a Direitos e Equidade da Organização dos Estados Americanos (OEA), Maurício Hands, para tratar da migração dos venezuelanos que cruzam a fronteira do Brasil para fugir das crises política e econômica do país vizinho. Na reunião, o secretário da OEA solicitou a Yomura que o ministério possibilite a inclusão dos venezuelanos em programas de qualificação e inserção executados pelo órgão. O ministro disse que está com equipes dos setores de Inspeção, Emprego e Imigração do ministério acompanhando a situação.

Pedido às multinacionais

De acordo com Yomura, o governo brasileiro tem a intenção de interiorizar os venezuelanos em outros estados, dando a eles condições de sobrevivência e qualificação, citando como exemplo os programas de inserção como o Sine Fácil, a Escola do Trabalhador e o Qualifica Brasil. Segundo ele, o objetivo é que o Brasil possa ser visto como uma referência nessa política de acolhimento. O secretário da OEA disse que levaria ao conhecimento de representantes do Conselho da Organização Internacional as políticas em discussão no Brasil, ressaltando que vai sugerir às empresas multinacionais que atuam no país a abertura de vagas de trabalho destinadas aos imigrantes venezuelanos.

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