EM PAUTA

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Teresa decidiu que vai encarar

Teresa Surita e o seu vice, um ilustre desconhecido (FOTO: DIVULGAÇÃO)

O feriado prolongado da Semana Santa foi de muita movimentação política nos bastidores políticos roraimenses. Um dos fatos importantes foi a decisão da prefeita Teresa Surita (MDB), que anunciou que irá mesmo manter sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Por exigência da Lei Eleitoral, ela terá que deixar a Prefeitura de Boa Vista até o próximo sábado, 07 de abril.

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Teresa não estava preocupada exatamente com o fato de quebrar a promessa da campanha eleitoral municipal, quando ela disse aos seus eleitores que iria cumprir os quatro anos à frente da Prefeitura. Ela estava de olho nas pesquisas internas, que não a deixam tranquila, pois os números mostram que ela é conhecida somente em Boa Vista, onde pega os eleitores pelo visual.

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Para ela não conta o fato de ter que deixar a administração da Capital nas mãos de um vice que não passa de um ilustre desconhecido da população e inexperiente na administração pública, justamente em um momento delicado em que os problemas se agravam na questão da imigração desordenada, avanço de doenças que já estavam erradicadas e problemas na mobilidade urbana.

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Pesou muito na decisão de Teresa que ela é a candidata do senador Romero Jucá (MDB), que nunca havia passado em um cenário tão preocupante para ele, acossado pela Operação Lava Jato e vendo sua candidatura a reeleição correndo sérios riscos, pois o momento político no Brasil exige candidatos sem complicações com a Justiça. Para Jucá, não importa se Teresa vai perder eleição, desde que ele consiga reeleger. E ele conseguiu fazer Teresa manter sua pré-candidatura, mesmo sem apoio de seus aliados na Assembleia Legislativa e o fato de a prefeita ser pouco conhecida no interior do Estado. Teresa se tornou a candidata oficial da Lava Jato.

 

Jogando para a plateia

Prefeitura mandou cercar com tapume a Praça Simon Bolívar sem retirar venezuelanos (FOTO: JESSÉ SOUZA)

O grupo político de Teresa Surita e Romero Jucá sabe que a questão do êxodo em massa dos venezuelanos será um dos pontos importantes nas eleições deste ano, por isso eles decidiram que vão “jogar para a plateia”, ou seja, agir de acordo com o que a opinião pública estiver pensando a respeito dos estrangeiros. No discurso, Teresa diz que está ajudando os imigrantes, mas na prática ela nada faz e ainda tenta maquiar a realidade. Coloca tapume na Praça Simon Bolívar com os venezuelanos acampados é uma forma que ela encontrou para esconder o caos, em vez de resolvê-lo com ajuda do Governo Federal.

 

Mais um acampamento

Praça Capitão Clóvis virou um acampamento a céu aberto (FOTO: JESSÉ SOUZA)

Na versão oficial divulgada para a imprensa, já existiria um projeto da Prefeitura de Boa Vista para reformar a Praça Simon Bolívar, conhecida também como “bola do Trevo”, mas esse argumento não resiste à realidade dos fatos. Há outras praças que deveriam ser prioridade em se tratando de revitalização, a exemplo da Praça Capitão Clóvis, que fica no berço histórico de Boa Vista, na “bola” da Praça do Centro Cívico, na entrada do mais antigo centro comercial da cidade, na Avenida Jaime Brasil. O local também virou acampamento a céu aberto de venezuelanos, mas a Prefeitura fecha os olhos para aquela realidade.

 

Praça largada no Centro

A cada dia aumenta o número de venezuelanos acampados na Capitão Clóvis, o que tornou aquela tradicional praça uma favela. O local foi abandonado há tempos pela Prefeitura de Boa vista e já tinha infraestrutura precária há décadas. Agora a situação só complicou, prejudicando principalmente os comerciantes da região, em especial os donos de lanchonetes, pois não há banheiro público e os imigrantes fazem suas necessidades atrás das árvores nas calçadas ou nos muros. É um verdadeiro tormento para todos. A fedentina é sentida de longe.

Propaganda institucional

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoverá, a partir desta semanal, propaganda institucional no rádio e na TV destinada a incentivar a participação feminina, dos jovens e da comunidade negra na política, bem como esclarecer os cidadãos sobre as regras e o funcionamento do sistema eleitoral. A data para que o TSE começasse é 1º de abril e faz parte do calendário eleitoral.

Filiação partidária

Quem pretende concorrer aos cargos eletivos no pleito do próximo ano deve se filiar a um partido político até o dia 7 de abril, ou seja, seis meses antes da data das eleições. O mesmo prazo é dado para obtenção junto à Justiça Eleitoral do registro dos estatutos dos partidos políticos que pretendem entrar na disputa. Também esta é a data para candidatos se desincompatibilizarem dos seus cargos para concorrer ao pleito deste ano, a exemplo da prefeita Teresa Surita (MDB)

Programas de computador

O TSE disponibilizará, também a partir de 7 de abril, todos os programas de computador de sua propriedade utilizados nos processos de votação, apuração e totalização, para que técnicos indicados pelos partidos políticos, pela Ordem dos Advogados do Brasil, pelo Ministério Público e por pessoas autorizadas em resolução específica possam acompanhar suas fases de especificação e desenvolvimento.

Vai ficar pior na fronteira

Posto fiscal em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela (FOTO: DIVULGAÇÃO)

O que já era ruim pode ficar pior, na fronteira. Um ato administrativo da Receita Federal do Brasil pode tornar ainda mais frágil o controle aduaneiro realizado nos Aeroportos Internacionais e Postos de Fronteira da Região Norte do Brasil. No dia 2 de março deste ano, a administração da Receita Federal publicou a Portaria RFB nº 310, que dimensiona os plantões noturnos nos portos, aeroportos e pontos de fronteira e estabelece limites máximos de servidores que devem atuar nos plantões noturnos da Vigilância Aduaneira, da Bagagem, do Despacho e da Gestão de Risco.

Fronteiras mais frágeis

De acordo com a portaria, os Aeroportos Internacionais de Porto Velho (RO), Boa Vista, Macapá (AP) e Cruzeiro do Sul (AC) não terão plantões noturnos de Vigilância Aduaneira, de Bagagem e de Gestão de Risco. De acordo com a Infraero, no ano de 2016, esses aeroportos somados tiveram a movimentação de 3,1 milhões de passageiros, 46,1 mil voos, 8,2 toneladas de carga e vários voos internacionais. A falta de plantões noturnos também afetará os postos de fronteiras localizados em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, e Bonfim, na fronteira com a Guiana.

Sem presença fiscal

De acordo com a portaria, das 21 unidades instaladas na fronteira seca apenas cinco terão dois analistas tributários operando no plantão noturno da vigilância, enquanto nas demais 16 unidades apenas um ficará responsável pelas ações de vigilância executadas nos plantões noturnos. A drástica redução das equipes de plantão noturno por onde passa todo o fluxo comercial do País enfraquecerá a “Presença Fiscal” da Receita nessas localidades que são estratégicas para o controle do comércio internacional e para o enfrentamento de crimes, como o contrabando, o descaminho e o tráfico de drogas.

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