EM PAUTA: Teresa consulta os ‘astros’ e desiste…

Share This:

Ladeada dos poucos aliados que restaram a sua candidatura, Teresa Surita desiste (FOTO: DIVULGAÇÃO)

A prefeita Teresa Surita (MDB) pensou melhor, consultou os astros, jogou os búzios, ouviu conselhos e decidiu não mais sair candidata ao Governo de Roraima. Ela fez o anúncio esta manhã ao lado dos poucos apoiadores que restaram. Teresa estava num beco sem saída, cercada da trairagem que normalmente é típica desse meio de mentiras e leviandades. Se ela saísse candidata, iria deixar a Prefeitura nas mãos do ainda marido, com quem as conversas não andam boas, pegaria taca de todos os lados e correria o risco de não se eleger ao governo, que terá uma disputa atípica.

Entre a cruz e a espada, também não queria ficar nas mãos do senador Romero Jucá (MDB), que já estava agindo como prefeito e que só queria usá-la a fim de conseguir votos para sua reeleição. Quase que Jucá consegue convencê-lá a ser marionete, mais uma vez, e ainda ser tachada e estigmatizada como a “candidata da Lava Jato”. Não há pior coisa na vaidade de Teresa do que mexer nas suas feridas sem ela poder rebater com propriedade – e não há como se livrar desse fantasma a partir da prisão do ex-presidente Lula.

Teresa sabe também que vive dentro de uma bolha chamada “fake news”, a qual ela recorre para socorrê-la de ataques e ainda para ficar paparicando suas postagens nas redes sociais. E o “fake news” está em fogo cruzado em nível mundial, com sérias denúncias com a comprovação da invasão de milhares de contas do Facebook no Brasil, inclusive em Roraima. E tudo isso iria desabar sobre sua cabeça.

Teresa tem noção de que não conhece a realidade de Roraima, nem os mais longínquos municípios nem os bairros mais distantes de Boa Vista, os quais ela só conhece por meio de suas pesquisas do programa “Braços Abertos”. Não entra na cabeça de Teresa ter que viajar para regiões remotas ou onde pode ser ignorada completamente porque por lá nem internet tem. Ela gosta mesmo é de pegar o primeiro voo a qualquer feriado para bem longe do Estado.

A prefeita ainda seria questionada pelas graves denúncias de irregularidades e teria suas filhas metidas na guerra suja da campanha eleitoral, o que ela não gostaria de enfrentar. Enfim, ela optou por ficar na sua zona de conforto, pois na campanha passada ela bateu no peito para se vangloriar que se elegeu sem ajuda de nenhum vereador, por isso não poderia confiar mais neles. E também não teria apoio de todos da base aliada de seu grupo, que foi chutado por Jucá, o qual achava até aqui que poderia ir contra tudo e contra todos.

Teresa agora será um cabo eleitoral de luxo, podendo ser levada no queixo por Jucá, que não vê com bons olhos o atual marido dela, o qual se mostrou um exímio “come calado” – ou quase. A desistência de Teresa a tranquiliza de seus medos e inquietações, mas os fantasmas a continuarão rondando. Afinal, mudam-se as configurações da disputa, mas não se muda a realidade dos fatos que a cercam. Jucá ainda é o seu maior calo e ele não vai se dar por vencido e acredita piamente que pode se livrar do encalço da Lava Jato, como sempre deu um jeito em suas traquinagens.

Ao desistir, a prefeita não virou a Teresa de Calcutá, pois sequer os venezuelanos ela ajudou e nem pensa em ajudá-los. Seu maior legado até aqui com os estrangeiros foi fazer dois campos de concentração nas praças públicas ocupadas pelos estrangeiros. As cobranças vão continuar, assim como Jucá vai continuar cobrando que ela o ajude a se reeleger ao Senado.

Cenas dos próximos capítulos…

Compartilhe este post:
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin
Email this to someone
email
Print this page
Print

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.