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Jucá não consegue mais enganar

Romero Jucá: vídeo no surto da verdade (IMAGEM; REPRODUÇÃO)

Desafiado pelo ex-secretário de Segurança, Francisco Araújo, o delegado Francisco, e confrontado pelo senador Telmário Mota (PTB) durante reunião de comissão no Senado, o senador Romero Jucá (MDB) não consegue mais enganar o eleitor roraimense sobre o enquadramento na União. Sentindo-se encurralado, ele teve um surto de sinceridade e decidiu falar a verdade pela primeira vez sobre o suposto enquadramento.

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Em um vídeo que ele gravou momentos depois da aprovação da Medida Provisória 817, no Senado, Jucá deixou bem claro que se trata apenas de uma POSSIBILIDADE de discutir com o Governo Federal o enquadramento de ex-servidores (veja o vídeo clicando aqui). Ou seja, estão contemplados oficialmente com o enquadramento somente quem continua com vínculo trabalhista com o Governo do Estado e Prefeitura de Boa Vista.

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Por longas três décadas, Jucá vem iludindo o eleitor a cada pleito prometendo enquadrar quem não tem direito, a exemplo de ex-servidores comissionados ou da administração indireta, além de outros que atuavam inclusive por meio de cooperativas. Até hoje esse pessoal vem caindo na lorota que vem sendo contada para ludibriar os mais incautos.

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Mas a verdade foi revelada finalmente: Jucá deixou bem claro que existe tão somete uma POSSIBILIDADE de incluir aqueles que trabalharam até 1993 no governo, prefeituras, Tribunal de Conta e Assembleia Legislativa. O delegado Francisco já desafiou Jucá a enquadrar algum ex-comissionado e Telmário promoveu um bate-boca e o chamou de “lixo humano” ao confrontá-lo por causa enquadramento que nunca existiu.

 

Governo do troca-troca

O governo de Suely Campos (PP), de longe, é o que mais troca de secretários, em uma dança de cadeiras que revela as vísceras de uma administração que chega ao fim sem conseguir montar uma equipe de trabalho coesa. A mais nova baixa foi a do secretário estadual de Saúde, o ex-vereador Marcelo Batista, que jogou a toalha alegando que saiu porque não estava mais conseguindo mandar na pasta. Segundo ele disse à imprensa, durante coletiva convocada para falar da sua decisão de entregar o cargo, que assessores diretos da governadora estavam o atropelando e desfazendo suas decisões. Batista também divulgou uma  nota em seu perfil no Facebook (veja clicando aqui)

 

Nota divulgada no Facebook de Marcelo Batista (IMAGEM: REPRODUÇÃO)

Já estava na frigideira

Dizendo que entregou o cargo sem ter rachado politicamente com o governo, Marcelo Batista afirmou que chegou a comunicar a ingerência de assessores na pasta à governadora, mas não foi ouvido. Na verdade, a governadora já havia entregado a pasta para o deputado federal Hiran Gonçalves, presidente do PP, sigla pela qual Suely vai tentar a reeleição, que nomeou os dois adjuntos da pasta. A saída de Batista era só uma questão de tempo, pois ele já vinha sendo fritado desde que a Secretaria de Saúde entrou na negociação para que Suely concorresse à reeleição pelo PP. Junto com ele também entregou o cargo o diretor do Hospital Geral de Roraima (HGR).

Sem pagar os salários

Protesto dos funcionários da CERR, na manhã de ontem (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Enquanto o secretário de Saúde pedi as contas, servidores da administração indireta e os terceirizados que prestam serviços ao governo faziam protestos para cobrar pagamento atrasado, entre eles os funcionários da Companhia Energética de Roraima (CERR) e os da empresa Lidan. Os terceirizados estão sem receber desde o ano passado, enquanto os demais nunca mais conseguiram receber seus salários em dia. Nem mesmo no dia 10 o governo consegue pagar todo o funcionalismo, data na qual o Estado recebe o primeiro repasse do mês do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Bolsonaro aos pés do Garimpeiro

O pré-candidato a presidente do Brasil pelo PSL, Jair Bolsonaro, veio participar do lançamento da pré-candidatura do empresário Antonio Denarium ao Governo do Roraima. Conduzido por uma carreata do Aeroporto Internacional de Boa Vista até a Praça do Centro Cívico, ontem à tarde, em frente ao Monumento ao Garimpeiro, Bolsonaro fez um discurso atacando Lula e o PT, defendeu a exploração mineral nas terras indígenas e encerrou sua fala defendendo a criação de um campo de refugiados aos moldes do que ocorre na crise migratória na Europa.

Jair Bolsonaro em discurso na Praça do Centro Cívico (IMAGEM: REPRODUÇÃO)

Só da boca para fora

O discurso de Bolsonaro sobre a exploração de minérios nas terras indígenas merece uma explicação, pois até hoje um projeto de lei que cria um novo Estatuto do Índio, que regulamentaria esse tipo de exploração, tramita desde 1990 no Legislativo, portanto, por culpa dos legisladores, a exemplo do próprio presidenciável que tem sete mandatos seguidos na Câmara Federal. Instituído em 1973, o Estatuto do Índio atualmente em vigor já está superado e não corresponde sequer à realidade dos índios. Defender a exploração mineral apenas da boca para fora não faz o menor sentido.

Ao rei de Roraima

Mesmo tendo direcionado seu discurso a Lula e ao PT, Bolsonaro ainda deu uma alfinetada no senador Romero Jucá (MDB), mesmo sem citar o nome dele: “Se eu fosse rei de Roraima, em 20 anos teríamos uma economia igual à do Japão”, disse ao culpar o atraso de Roraima à questão ambiental e demarcação de terras indígenas. Em entrevista à imprensa, ele voltou a repetir que, se eleito, Jucá jamais teria vez em seu governo ou sentaria a sua frente para pedir o Banco do Nordeste ou da Amazônia.

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