EM PAUTA

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Exemplos para refletir nas eleições 2018

 

Mozarildo Cavalcanti

Estamos caminhando para as eleições de outubro, pleito considerado o mais atípico de todos e cheio de incógnitas, com dois fatos que merecem muita atenção em Roraima. O primeiro dele foi o anúncio do ex-senador Mozarildo Cavalcanti de não concorrer ao Senado porque o PSL negou-lhe espaço por ter decidido que terá apenas um candidato, um pastor evangélico que se impôs na sigla da mesma forma como ele faz há 19 anos na sua denominação religiosa, como senhor absoluto.

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Augusto Botelho

O segundo fato foi a inauguração do Hospital das Clínicas, pelo governo Suely Campos (PP), que irá tentar a reeleição, sem dar os devidos créditos ao verdadeiro pai da obra, o ex-senador Augusto Botelho, que dedicou seu esforço no cargo para construir aquele importante hospital para a saúde pública roraimense. Botelho encerrou sua carreira política da mesma forma que conseguiu o mandato: no silêncio e humildade.

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Os fatos comuns entre Mozarildo Cavalcanti e Augusto Botelho não se resumem apenas pelos dois serem médicos, pessoas simples e de famílias tradicionais. Mas também por terem pautado suas vidas política e pessoal pela honestidade sem se misturar à bandalheira que se tornou a política partidária, sem montar esquemas, sem investir em assessorias para pintar uma imagem irreal nem ludibriar a opinião pública, como a maioria faz.

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Cavalcanti foi chutado sem piedade em nome da mesma sujeira que permeia a política dos conchavos, dos minutos no rádio e na TV, dos grandes volumes de recursos que uma eleição requer. Botelho também foi jogado no limbo por levar um mandato da forma que a sociedade hoje tanto prega no discurso, na base da honestidade, mas que na prática não agrada os caciques políticos, aqueles que mandam nos partidos; também não pediu propina nem pediu nenhum tipo de compensação por causa da obra do hospital. Ou seja, numa eleição em que a Operação Lava Jato e a ética são sempre lembrados, em Roraima dois políticos pautados pela retidão são simplesmente desdenhados e espezinhados pelos partidos.

Mais dois maus exemplos

Venezuelanos cercados por tapumes e pela água das chuvas (FOTO: Jackson Félix G1 RR)

Na mesma linha de exemplos ruins para o pleito que se aproxima, a prefeita Teresa Surita (MDB) e a governadora Suely Campos (PP) se revezam quem vence a disputa de esconder a realidade dos venezuelanos em Roraima. Teresa mandou erguer o “tapume da vergonha” em duas importantes praças públicas onde estão acampados os estrangeiros de forma precária. Hoje eles estão debaixo d’água, devido às chuvas que começaram a cair, mas ficam ocultos porque os tapumes que cercam as praças os tornam “invisíveis”. Suely tenta o truque de fechar a fronteira, achando que seria um golpe de mestre, mas a enganação não emplacou. As duas brigam para saber quem mais se esquiva de suas responsabilidades.

A saída é pegar o rodo

Imagem reproduzida do vídeo que está circulando nas redes sociais

O governo Suely Campos sempre consegue se superar. Como não paga em dia as empresas terceirizadas que fazem a limpeza das unidades de saúde, os acompanhantes de pacientes, caso queiram um ambiente de hospital limpo, têm que pegar no rodo. Nas redes sociais, vem sendo compartilhado um vídeo gravado na única maternidade pública do Estado em que um acompanhante de uma paciente teve que pegar o rodo, o balde de água e o pano de chão para limpar uma das enfermarias. Por lá, no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, os funcionários terceirizados paralisaram suas atividades desde sexta-feira passada, dia 13, depois de quatro meses sem receber.

Tudo na conta dos ‘venecas’

Esse é o resultado da saúde pública entregue nas mãos de políticos no joguete do toma-lá-dá-cá. O então secretário estadual de Saúde, Marcelo Batista, entregou o cargo na semana passada, depois de ser fritado quando a pasta foi entregue para o comando do PP como garantia de que a governadora Suely saia para a reeleição pela sigla. Ele só passou três meses no cargo. Enquanto o mundo desabava, a chefe do Executivo estava em Brasília tentando fechar a fronteira e colocando todas as culpas na conta dos venezuelanos.

Travessia na base do barco

Sem a balsa funcionando, motociclistas colocaram seus veículos em barcos para atravessar o rio (FOTO: MG Tenereiros RR)

Desde sexta-feira passada, dia 13, a balsa da região do Passarão, que faz a travessia de pessoas e veículos no Rio Uraricuera, na zona rural de Boa Vista, parou de funcionar regularmente. A informação no local é que os seis servidores foram exonerados pela Companhia de Desenvolvimento de Roraima (Codesaima), além da falta de combustível para o trabalho. As travessias das pessoas são feitas somente de barco e os donos de motos se arriscam colocando seus veículos nessas pequenas embarcações. Apesar do flagrante, registrado por vídeos e fotos, a Codesaima tem negado o problema para a imprensa, numa falta com a verdade de fazer vergonha. Mais uma desse governo que segue de forma sofrível.

 

Hora de aparecer a verdade

As primeiras chuvas do inverno roraimense começaram a cair e finalmente chegou a hora de aparecer a verdadeira Boa Vista que não sai nos institucionais da Prefeitura. Enquanto nas áreas centrais o asfalto tem chegado, nos bairros mais afastados só restam lama, alagações e muitos atoleiros. Não faltam imagens postadas nas redes sociais dos locais onde as ações municipais nunca chegaram e provavelmente jamais chegará até o fim do mandato da prefeita Teresa Surita.

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