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A vergonha da insegurança no Sul de Roraima

Municípios do Sul de Roraima vivem sob o signo do medo

A insegurança vivida pela população das cidades do Sul e Sudeste do Estado não é uma situação nova, mas vem piorando a cada dia, principalmente com o avanço do tráfico de droga e do crime organizado também no interior do Estado. Uma decisão judicial tomada pela Comanda de São Luiz do Anauá, na região Sul, determinou que o Governo de Roraima reforce a segurança pública nos municípios de São Luiz, São João da Baliza (ambos no Sul) e Caroebe (a Sudeste do Estado).

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A decisão foi tomada no dia 18 passado, a partir de uma ação movida pela Promotoria de Justiça de São Luiz, do Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR). A Justiça determina que o Estado reative, no prazo de até 60 dias, os números de emergência 190 da Polícia Militar e 197 da Polícia Civil nos três municípios. A liminar também requer a disponibilização, em 30 dias, dos serviços internos de telefonia e internet na Delegacia de Baliza e destacamentos da PM.

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Também determinou que o Governo do Estado disponibilize, em até três meses, uma nova viatura modelo camionete para cada destacamento da PM nos três municípios e no distrito de Entre Rios (Caroebe), além de duas novas viaturas para a Delegacia de Polícia de Baliza em substituição aos veículos já deteriorados. A decisão ainda manda que o governo mantenha na escala diária e ininterrupta de no mínimo quatro policiais militares em cada destacamento da PM.

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O Estado tem nove meses para acatar a determinação judicial. Essa decisão revela a verdadeira face do sucateamento da segurança pública no interior do Estado, onde a criminalidade tem aumentado sensivelmente, com crimes corriqueiros, a exemplo de execuções que apontam acerto de contas por causa do tráfico de drogas. Nove meses vão parecer uma eternidade para aquela população, pois as cidades vivem sobressaltadas há bastante tempo devido à violência.

Em completo abandono

Criminalidade aumenta a cada dia nas cidades do interior (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Há meses que os policiais civis que atuam naquela região de Roraima trabalham sem condições de enfrentar a criminalidade, seja pelo baixo efetivo ou pela inexistência de estrutura diante do avanço das organizações criminosas. Os três municípios do Sul e Sudeste são atendidos por apenas uma delegacia que só funciona até as 13h30, como se o crime tivesse hora para acontecer. Após esse horário, inicia uma escala de plantão porque não há policiais em quantidade suficiente para atender à população. E esses poucos policiais não dispõem de internet nem telefone, bem como não têm viaturas porque estão sucateadas e esperando por consertos.

Policiais estão vulneráveis

A realidade é muito semelhante naqueles três municípios na PM, que disponibiliza apenas dois policiais militares em cada uma das cidades, numa verdadeira afronta à segurança pública nesse momento delicado da criminalidade. Na escala de plantão fica apenas um PM no destacamento, conforme a denuncia do MPRR. O telefone 190 para atender à população também não funciona. É uma verdadeira vergonha e um grande risco para a própria vida dos policiais, que estão completamente vulneráveis se houver um ataque de criminosos nessas regiões.

Jucá continua confundindo

Opinião pública sob constante manipulação

Mais uma vez o senador Romero Jucá (MDB) confunde propositalmente os fatos e tenta jogar a opinião pública contra seus adversários políticos, como se ele fosse o único que quisesse o enquadramento das pessoas na União. Ele também se põe como vítima de uma trama política na qual os principais prejudicados seriam as pessoas que buscam a transposição para os quadros da União. Esse novo episódio ocorreu neste fim de semana. No domingo, Jucá gravou um vídeo falando que “inimigos políticos” estariam tentando usar o Ministério Público Federal (MPF) para barrar o enquadramento.

Ação partiu do Amapá

Jucá falta com a verdade, pois o pedido para suspender o enquadramento foi feito pelo MPF do Amapá, a partir de uma denúncia naquele Estado, onde também há servidores buscando o enquadramento na União. Ao omitir isso, Jucá tenta confundir a opinião pública roraimense, como se fossem políticos locais que estivessem querendo impedir a transposição. Jucá também continua iludindo ex-servidores comissionados, da administração indireta e todos os demais que não têm mais vínculo com a Prefeitura de Boa Vista, Governo do Estado e do ex-Território Federal (este, sim, os únicos verdadeiramente contemplados).

Compare os vídeos

Dois vídeos gravados neste fim de semana são bem claros a respeito das inverdades do senador Romero Jucá. Um deles foi gravado pelo próprio Jucá, que omite informações e não fala a verdade. O outro vídeo foi gravado pelo senador amapaense Rodolfe Rodrigues (REDE), que explicita a respeito da ação movida pelo MPF do Amapá e quem realmente têm direito ao enquadramento.

Assista aqui o vídeo de Romero Jucá:

ENQUADRAMENTO

Urgente: vou trabalhar para que ninguém atrapalhe o enquadramento. Saiba mais

Publicado por Romero Jucá em Domingo, 22 de abril de 2018

 

Veja aqui o vídeo de Rodolfe Rodrigues:

Atenção pessoal da Emenda Constitucional 98!Veio a conhecimento público que o Sr. Vice-Procurador-Geral ajuizou ação direta de inconstitucionalidade (ADI) contra a Emenda Constitucional nº 98, que, após anos de luta, enfim, reconhece o direito dos trabalhadores dos ex-Territórios à transposição para os quadros da União. Na ação, ADI nº 5936, sob relatoria do Eminente Ministro Fachin (que pode ser consultada aqui: http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5442169), o Procurador requer que o STF suspenda, com a maior brevidade possível, em decisão monocrática e sem intimação dos interessados, liminar que suspenda a transposição. Ocorre que esse pedido nada razoável já foi INDEFERIDO. Não é a primeira ocasião em que uma Emenda à Constituição afasta a regra geral de concurso público. Aliás, tal excepcionalidade é absolutamente razoável, já que se volta a uma política de interiorização das estruturas do Estado no Norte do país, onde os atrativos eram poucos para a fixação de uma população estável e definitiva nestas regiões de baixa densidade populacional, inclusive para se repelir riscos de ocupação por forças estrangeiras e para garantir a seus habitantes acesso a serviços públicos essenciais. Como define a própria Constituição, emendas a seu texto só podem ser declaradas nulas se extinguirem direitos fundamentais, o voto, a independência dos Poderes ou a federação (art. 60, § 4º, Constituição Federal). Ao que se vê, está longe de ser este o meritório propósito da transposição dos trabalhadores dos ex-Territórios. No curso do processo, essa incompreensão quanto às peculiaridades e mazelas da região Norte do país poderá ser trazida à apreciação da Corte que, tal como em situações análogas anteriormente enfrentadas, a conduzirá a confirmar a constitucionalidade desta Emenda Constitucional nº 98. Não deixem de entregar os documentos no prazo legal e de exercitar esse legítimo direito de reconhecimento por tanto tempo sonegado pelo Estado: a incompreensão e a política do medo agitada por profetas do desastre não poderão superar a robustez das conquistas sociais dos trabalhadores amapaenses

Publicado por Randolfe Rodrigues em Sábado, 21 de abril de 2018

 

Inscrições são prorrogadas

Depois de um problema na confirmação do pagamento dos boletos de inscrição por parte do Banco do Brasil, a Assembleia Legislativa de Roraima decidiu prorrogar o prazo de inscrições para o concurso público. O prozo estava marcado para encerrar no sábado, 21, mas agora os candidatos terão até dia 2 de maio para se inscrever para as 41 vagas disponibilizadas. O edital do certame está disponível no site da Funrio (www.funrio.org.br), empresa responsável pela organização, e no site da Assembleia (www.al.rr.leg.br).

Presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Jalser Renier (Foto: SupCom/ALERR)

Candidatos devem aguardar

“Quem teve problema com a confirmação do pagamento desse título de cobrança, orientamos que aguarde o prazo final da prorrogação das inscrições, que o banco já foi notificado para apresentar uma solução definitiva”, disse o presidente da Assembleia, deputado Jalser Renier (SD). Das 41 vagas ofertadas, 26 são para nível médio e estão divididas entre Assistente Legislativo e Taquígrafo. Para os cargos de nível superior são: Administrador, Analista de Sistemas, Assessor Técnico Legislativo, Contador, Enfermeiro, Jornalista, Economista, Psicólogo, Tradutor – Inglês, Jornalista e Procurador. Para Procurador o valor da inscrição é de R$ 200. Para os demais cargos de nível superior custa R$ 150 e os de nível médio R$ 100, cuja remuneração é de R$ 7.903,10, R$ 6.079,31 e de R$ 3.218,50, respectivamente.

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