EM PAUTA

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Desastre do governo Suely Campos na mira

Ao descartar qualquer hipótese de concorrer ao Governo do Estado durante entrevista à Rádio FM 93.3, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), deputado Jalser Renier (SD), anunciou algumas medidas contra o governo Suely Campos (PP), no início da tarde de ontem, depois de ouvir reclamações de ouvintes que ligaram ou enviaram mensagens durante o programa.

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Uma das decisões foi com relação ao atraso de seis meses no pagamento dos funcionários terceirizados, que pediram socorro ao parlamentar diante de inúmeras famílias que não conseguem mais dinheiro para manter o básico em casa, inclusive uma ouvinte disse que colegas que moram de aluguel foram despejados. Jalser Renier determinou sua assessoria providências imediatas para dar início ao trâmite a uma resolução a fim de que seja realizada uma audiência pública que vai reunir os donos das terceirizadas, funcionários, representantes do governo e outras pessoas interessadas no assunto.

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Ao analisar a situação crítica que o Estado está submetido neste governo, o presidente da Assembleia Legislativa também determinou ao vivo que a Procuradoria Jurídica da Casa prepare uma ação judicial contra o Governo do Estado, para hoje de manhã, devido ao não repasse do duodécimo, obrigação constitucional que não vem sendo cumprida pela governadora Suely Campos (PP), fato este que acaba prejudicando os demais poderes constituídos e órgãos.

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A finalidade da entrevista com Jalser Renier era fazer uma avaliação dos trabalhos e ações que a Assembleia Legislativa vem desenvolvendo junto à comunidade roraimense, mas as reclamações e denúncias de ouvintes contra o governo acabaram tomando um bom espaço, demonstrando a situação em que se encontra o Estado, diante das graves crises.

Acima da política partidária

Acampamento em abrigo de venezuelanos na Capital

O deputado Jalser Renier também falou sobre a crise migratória no Estado. Sem citar o nome da governadora, ele criticou a atuação do governo diante dos desafios que Roraima enfrenta com a questão dos venezuelanos. Ele afirmou que a saída não é o enfrentamento ao Governo Federal, em uma gestão em que o presidente está em fim de mandato, e que a saída é o entendimentos, percorrendo os ministérios em busca de audiências a fim de conseguir apoio para enfrentar a crise. “Essa situação tem que estar acima das questões políticas”, disse o parlamentar ao frisar que somente com união de forças políticas a crise será superada.

Pontes estão caindo

Pontes caindo ao pedaço são imagens recorrentes no interior (FOTOS: DIVULGAÇÃO)

Durante a entrevista com o presidente da Assembleia Legislativa, ouvintes da Capital e lideranças políticas do interior do Estado fizeram ligações e enviaram mensagens fazendo várias denúncias sobre várias situações, entre elas pontes que estão para cair na região Sul do Estado, que é uma rota de caminhões que escoam a produção agrícola. Uma dessas pontes fica no Município de São Luiz, na Vicinal 20, e outra em Entre Rios, a do Taboca, no Município de Caroebe, que é um grande produtor de bananas que abastece grande parte do mercado de Manaus (AM) e Boa Vista. Se a situação é ruim, deve ficar crítica com a chegada do inverno.

Problemas são crônicos

A crise no Governo de Roraima é sem limites. O sistema prisional é só mais um dos setores onde os problemas crônicos são insolúveis. Depois que a Justiça determinou o afastamento do então secretário de Justiça e Cidadania, Ronan Marinho, acusado de improbidade administrativa por omissão na fuga em massa na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), agora a Justiça tornou indisponíveis os bens de outro ex-secretário de Justiça, Josué dos Santos Filho, e da empresa Qualigourmet, responsável pela distribuição de comida para o sistema penitenciário do Estado. A acusação também é de improbidade por prorrogação ilegal de contrato emergencial e superfaturamento dos preços de alimentação fornecida aos presos em 2015 e 2016.

Túnel encontrado na Pamc: buracos são a marca registrada do atual governo no sistema prisional (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Premiação e mais túneis

As ações que resultaram nas decisões judiciais contra os dois ex-secretários foram de autoria do Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR). Isso significa praticamente um problema que se estende por toda administração do atual governo. Enquanto Ronan Marinho foi “premiado” pelo governo Suely, assumindo o comando da Casa Militar, os problemas não param no sistema prisional: na noite do dia 17 deste mês, um preso morreu soterrado enquanto ajudava a cavar mais um túnel dentro da Pamc. Depois desse episódio, foram localizados dois túneis, um na cela 12A, o que desmoronou, e outro na cela 12B, ambos na ala 6.

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