Atenção ao que chega como novo

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Jessé Souza*

O momento de ebulição política antes das convenções partidárias que irão apontar quem vai disputar as eleições de 2018 mostra muita incerteza que espera o eleitorado roraimense daqui para frente. Na disputa ao Governo de Roraima, o que parece novo cheira a uma grande armadilha que pode jogar os cofres públicos nas mãos de um grupo que está visando apenas o seu bolso.

Um dos nomes, que saiu do mundo da agiotagem, apareceu pregando a pré-candidatura como a de um “não político”, ou seja, se autoproclamando novo na política e atraindo simpatia. Porém, ele tem por trás de suas pretensões políticas um grupo que visa seus interesses empresariais inconfessáveis. E isso é preciso ser analisado com muita cautelada pelo eleitor roraimense.

Como poucos o conhecem, a não ser suas credenciais de produtor, ele construiu seu patrimônio emprestando dinheiro para empresários e políticos que sempre precisam de recursos para financiar suas campanhas eleitorais, o que o fez acumular dezenas de imóveis que são alugados para os governos, em um negócio que sempre deu certo em Roraima.

Ao acumular sua fortuna dependendo de seu negócio ilegal e dos aluguéis aos governos, juntou-se a outros empresários para investir num grande empreendimento que custou milhões de reais, o qual só tem acumulado prejuízos. Agora, o interesse desse grupo é tentar salvar seus patrimônios a partir de uma candidatura ao governo. Outros devedores milionários de impostos estão com ele, obviamente para tentarem se beneficiar futuramente, inclusive com perdões, isenções e outros benefícios.

Dinheiro não deve faltar ao grupo, pois seus negócios estão em jogo. E neste sistema capitalista, ninguém vai investir em candidatura políticas para não querer recuperar seu dinheiro e multiplicar seus negócios com as benevolências que os governos concedem aos seus parceiros políticos e financiadores de campanhas.

O eleitor roraimense precisa ficar atento a esta jogada do “não político”, pois ele pode estar entrando numa grande tocaia, em que acha que está pulando fora da frigideira, mas logo vai cair na fogueira. Os cariocas acabaram de passar por um recente episódio, em que o “não político” eleito com apoio em massa dos evangélicos foi denunciado por privilegiar os fiéis de sua igreja que o ajudaram na sua candidatura.

Esse é um pequeno exemplo de candidatos que se lançam como novo na política, mas que, quando eleitos, se debandam para a politicalha dos picaretas. Isso não significa que não devemos dar oportunidade ao novo. Absolutamente não. Porém, devemos investigar sua origem e quais são seus verdadeiros interesses. Ninguém surge do nada ou por dádivas que caem gratuitamente dos céus.

*Colaborador
jesseroraima@hotmail.com
Acesse: www.roraimadefato.com/main

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2 Comentários

  1. O que vejo é que não temos opção.
    É aquele velho adágio popular se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.

  2. Essa pessoa chamada não tem credibilidade… por isso estratégias difamatórias para se fazer presente socialmente…

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