Para ser lido com o dicionário

Share This:

Jessé Souza*

O momento de elucubrações que fazem fervilhar a política antes dos acordos partidários que irão legitimar os aspirantes ao sufrágio de 2018 denota considerável incerteza aos cidadãos desta terra ao extremo Norte. Na disputa ao Executivo estadual, o que surge como novo traz uma sensação de arapuca que pode lançar o erário nas mãos de um grupo de valdevinos.

Um dos postulantes ao cargo, que saiu do mundo dos usurários, vem se passando como um neófito na política. Porém, ele traz em sua retaguarda um magote de peralvilhos que buscam seus interesses inconfessáveis. E tal realidade precisa ser analisada com cautelada pelos que vão depositar seus votos em outubro.

Como se trata de um neófito, com suas credenciais de um dendroclasta em favor da grande produção, ele não passa de um histrião que acumulou seu patrimônio sendo usurário de empresários e políticos que sempre precisam de fundos para as disputas eleitorais, o que o fez acumular dezenas de bens imóveis que são arrendados a governos, em um empreendimento que sempre deu certo nas terras de Makunaima.

Agindo como usurário e arrendatário, juntou-se a outros semelhantes afortunados para investirem em um empreendimento milionário nas cercanias da cidade, o qual só tem acumulado prejuízos. Agora, o interesse insidioso do grupo é tentar salvar seu patrimônio a partir de um postulante ao Executivo. Mal pagadores de impostos o abonam como um bonifrate, obviamente para tentarem se locupletar futuramente, inclusive com remissões de dívidas e outras benesses que o erário proporciona.

Recursos numerários não deverão faltar aos intrujões. Neste sistema capitalista selvagem, não existem almas que invistam em candidaturas para não querer recuperar seus investimentos e multiplicá-los com as indulgências e benevolências que os governos concedem.

Os cidadãos precisam estar atentos e não agirem como liliputianos, neste pleito, aceitando um neófito como se fosse a salvação dos céus, pois podem estar entrando num grande labirinto de Minotauro. Os paulistas passaram por um recente episódio, em que o neófito conduzido ao poder com apoio em massa de evangélicos foi denunciado por privilegiar os fiéis de sua igreja que o ajudaram na sua candidatura.

Apenas um pequeno exemplar de postulantes a cargos que se passam como neófitos na política, mas que se debandam para os braços de Jacobeu. Mas isso não significa que os eleitores não devem dar crédito aos neófitos. Não. Porém, não podem agir como misólogos e precisam investigar a origem e os verdadeiros interesses de quem pode ser um réprobo, abantesma e soez. Um janota não surge do nada ou um histrião não consegue o poder por dádivas que caem dos céus.

*Colaborador
jesseroraima@hotmail.com
Acesse: www.roraimadefato.com/main

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*