Com apoio do Ministério das Mulheres, campanha que tem o Banco Vermelho como símbolo reforça a conscientização, a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher

O Instituto A Moda é Viver inaugurou o Banco Vermelho no Município de Caracaraí, instalado na 2ª Companhia Independente de Polícia Militar de Fronteira (2ª CIPMFron), na quinta-feira passda, dia 7. A ação integra a campanha A Moda é Viver Sem Violência, desenvolvida pelo Instituto para ampliar a conscientização, a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher.
A campanha conta com apoio do Ministério das Mulheres, por meio de emenda parlamentar. O Banco Vermelho é um símbolo permanente de alerta, informação e mobilização social, além de incentivar a denúncia e o envolvimento da sociedade no enfrentamento à violência de gênero. O projeto também está alinhado à Lei Federal nº 14.942/2024, que instituiu o programa Banco Vermelho como instrumento de conscientização e divulgação dos canais de denúncia.
Os números reforçam a necessidade de ações permanentes de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil registrou 848 vítimas de feminicídio, contra 876 no mesmo período de 2025, o que representa uma redução de 3,2% (Fonte: https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/noticias-1/numero-de-feminicidios-cai-no-brasil-nos-primeiros-sete-meses-de-2026?utm_source=chatgpt.com).
No cenário mundial, cerca de 840 milhões de mulheres e meninas, aproximadamente uma em cada três, já sofreram violência física ou sexual ao longo da vida, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde.
O Instituto A Moda é Viver também convida moradores de Caracaraí e visitantes a conhecerem o Banco Vermelho, registrarem fotos no espaço e compartilharem as imagens nas redes sociais, marcando o Instituto. A proposta é ampliar a circulação da mensagem e estimular a participação da população nesta mobilização de enfrentamento à violência contra a mulher.
Mulheres em situação de violência podem buscar orientação e atendimento pelo Ligue 180. Em situações de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.
ALDA ARAÚJO | Presidente do Instituto A Moda é Viver

“Não queremos que este banco seja apenas visto. Queremos que ele seja compreendido, que incentive as mulheres a refletir e, principalmente, a se encorajar. Que ele ajude uma mulher a reconhecer que está vivendo uma situação de violência e lembre a todos nós que proteger uma mulher pode significar salvar uma vida. Hoje, Caracaraí recebe um Banco Vermelho, mas recebe, acima de tudo, uma mensagem de proteção, de responsabilidade e de defesa da vida. Essa luta é de todos nós e de toda a sociedade.”
LINDOMAR FERREIRA SOBRINHO | Capitão QOC PM e comandante da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar de Fronteira

“A situação do feminicídio e da violência contra a mulher é algo que não pode ser tolerado. Esse banco foi feito para chamar a atenção das pessoas e deixar um recado para a sociedade. Aqui, já trabalhamos diretamente com essa realidade, por meio do atendimento às mulheres vítimas de violência e do acompanhamento das medidas protetivas. O Banco Vermelho vem se somar a esse trabalho e simboliza um grito de que nenhum tipo de violência contra a mulher pode ser tolerado.”
VALDEANE ALVES DE OLIVEIRA | Coronel QOCPM e comandante-geral da Polícia Militar de Roraima

“Não adianta apenas fazer campanha. Precisamos ter uma rede forte para que essa mulher, no momento em que sofrer a violência, possa realmente ser acolhida da melhor forma. Roraima, infelizmente, ainda apresenta índices muito preocupantes de mulheres vítimas de violência doméstica e de mulheres mortas por seus companheiros. Mesmo com todas as ações que desenvolvemos, tanto de prevenção quanto de atuação, precisamos melhorar ainda mais, unir esforços e trabalhar para que possamos olhar para essas estatísticas e ver esses índices diminuírem.”
DARBY DE JESUS | Deputada estadual eleita em 2026

“Hoje, não estamos aqui apenas para inaugurar um banco. Estamos inaugurando um símbolo. O vermelho representa uma realidade que ainda dói: mulheres que sofreram violência, mulheres que perderam suas vidas e famílias que carregam para sempre essa ausência. Mas este banco também representa coragem, conscientização e esperança. Nenhuma mulher deve ter medo de viver, de falar, de denunciar ou de recomeçar. A violência contra a mulher não é problema de uma mulher. É responsabilidade de todos nós.”
BRUNO GABRIEL BEZERRA COSTA | Delegado de Polícia

“A proteção e o combate à violência de gênero não são uma missão exclusivamente voltada à proteção das mulheres. É preciso pensar em que sociedade queremos deixar para nossas filhas, mães e irmãs e para as próximas gerações. É muito importante ver os órgãos de segurança pública e as entidades de proteção unidos e conscientes de que esse é um trabalho que veio para ficar, e não uma política temporária. Com a segurança pública, a Prefeitura, as entidades de proteção e os representantes trabalhando de forma integrada, podemos salvar vidas e colher os resultados desse trabalho.”
MEYRE DANTAS | Secretária de Assistência Social

“Os dados são muito preocupantes. Como secretária de Assistência Social, estou há seis anos à frente da pasta e sabemos, por meio do trabalho do CREAS, quantas mulheres precisam de atendimento. Temos uma parceria com a Delegacia e com o Judiciário e atuamos também nas vicinais e em localidades como Novo Paraíso, buscando socorrer essas mulheres. Como mulher e como representante da gestão municipal, precisamos dizer sim à proteção das mulheres e não ao feminicídio.”
