Fabrício de Souza e a tia Val de Almeida, sobrinho e irmã do ex-governador de Roraima Antonio Denarium, estão entre os seis réus investigados pelos crimes em território indígena localizado na fronteira com a Venezuela

O empresário Fabrício de Souza Almeida, sobrinho do ex-governador de Roraima Antonio Denarium (Republicanos), é apontado pela Polícia Federal como chefe de uma organização criminosa que financiava o garimpo ilegal em território indígena Yanomami. A investigação foi obtida em detalhes pelo G1.
Além de Almeida, se tornaram réus a tia do empresário, Vanda Garcia de Almeida, além de João Alisson de Sousa Alencar Lima, Paulo Pessoa Silva, Rafael Silva Souza e Wellington de Oliveira Castro.
O sobrinho de Denarium e mais cinco respondem criminalmente por lavagem de dinheiro, organização criminosa e usurpação de bens da União. Somadas, as penas podem chegar a mais de 20 anos de prisão.

Almeida e Vanda também foram alvos da Operação Bal da PF, em fevereiro de 2023. À época, os agentes buscavam provas sobre lavagem de dinheiro envolvendo a venda de ouro ilegal.
Segundo a denúncia, Almeida era o líder operacional do esquema e tinha entre suas responsabilidades a coordenação do grupo. Eles utilizavam a empresa FB Serviços, registrada em nome do sobrinho de Denarium, para realizar as movimentações financeiras do grupo.
Segundo a PF, o grupo movimentou cerca de R$ 64 milhões entre janeiro de 2017 e outubro de 2021. A organização utilizava esta e outras empresas de fachada para captar recursos. O dinheiro obtido dessa forma seria usado para pagar maquinário, combustível e pilotos que participavam do garimpo. Depois da extração ilegal do minério, os lucros eram divididos para reembolsar investidores e pagar integrantes do suposto esquema.
A investigação ocorreu após denúncia do Ministério Público Federal, que pediu que todos sejam condenados a pagar, além do cumprimento de pena, uma indenização mínima de R$ 500 mil por danos morais coletivos causados aos indígenas.
Fabrício Almeida já foi preso pela Polícia Civil de Roraima, junto com o primo, ou seja, outro sobrinho do ex-governador, Antonio Olivério Garcia Bispo, em maio de 2024, com 145 kg de skunk, um fuzil, um revólver e milhares de munições, mostrando fortes indícios da ação do narcogarimpo. Em 2010, Fabrício também havia sido preso sob acusação de garimpo ilegal de diamante em Rondônia.
Fonte: https://www.metropoles.com/search?q=Roraima#gsc.tab=0&gsc.q=Roraima&gsc.page=1
