No aniversário de 134 anos de Boa Vista, conheça os principais pontos turísticos

Nascida às margens do Rio Branco há 134 anos, Boa Vista é a Capital mais charmosa da região Norte, que aos poucos foi  se transformando para se tornar uma cidade turística. Mas foi lá atrás, ainda entre os anos de 1944 e 1946 que ela foi planejada, ganhando um formato radial a partir das mãos do engenheiro Darcy Aleixo Derenusson.

Vista de cima, parece um leque, graças ao planejamento que foi mantido até os dias atuais, com largas avenidas que convergem para o Centro, na Praça do Centro Cívico. Não é só de cima que o visual deslumbra. Em baixo esse leque geográfico é cheio de praças, monumentos, jardins coloridos, arborização, prédios históricos, logradouros limpos, espaços públicos organizados.

Para comemorar a data mais importante da Capital de Roraima, nada melhor do que conhecer alguns dos principais pontos turísticos que tanto orgulham o boa-vistenses e encantam os turistas.

Mirante do Parque Rio Branco

(Foto: Divulgação/PMBV)

O Mirante Edileusa Lóz, localizado no Complexo Parque do Rio Branco, tornou-se a maior obra turística do Estado, que integra o novo cartão postal de Boa Vista, às margens do principal rio de Roraima. Inaugurado em 20 de dezembro de 2020, conecta-se à Orla Taumann, início do Berço Histórico de Boa Vista.

Com 120 metros de altura, o Mirante possibilita um incrível passeio que permite uma vista panorâmica para contemplar toda a paisagem que cerca a cidade e observar a  arquitetura e outros atrativos turísticos. É o ponto de observação mais alto da região Norte, com a parte superior medindo 250m² a 93 metros de altura.

O observatório possui piso de vidro e, para chegar até lá, existem dois elevadores, sendo um social e outro panorâmico, onde o visitante pode observar a paisagem durante a subida ou descida. Funciona ao público gratuitamente de quarta a domingo, das 8h30 às 14h30 e da 15h às 21h.

O Parque Rio Branco, onde está o Mirante, é composto por ampla área para passeio e visitação, com cascata, bancos, gramado, mural com pinturas de artistas locais e a Selvinha Amazônica com brinquedos e área molhada para as crianças, ambientalizada com imensas estátuas de animais da região amazônica e a imensa Árvore da Vida, a Wazaká.

Orla Taumanan

(Foto: Divulgação)

Erguida às margens do Rio Branco, a Orla Taumanan fica onde estava localizado o antigo Porto do Cimento, onde surgiu a cidade e ancoravam antigas embarcações, chamadas de batelões, que traziam iguarias e alimentos para Boa Vista.

Lugar ideal para admirar o Rio Branco, é um espaço de lazer dividido duas em plataformas, uma alta e outra baixa, que abrigam quiosques onde funciona barzinhos e restaurantes.  Taumanan significa “paz” em Macuxi.

Casa da Petita Brasil

(Foto: Divulgação)

Datada de 1892, quando a casa começou a ser construída especialmente para o casamento da filha do coronel Bento Ferreira Marques Brasil, a casa tem estilo neoclássico e tornou-se referência em arquitetura, história e tradição.

Apresenta arco gótico, platibanda vazada, frisos de arremate da cornija e pilastras que remetem à época em que foi construída logo acima do antigo Porto do Cimento, onde atualmente está a plataforma baixa da Orla Taumanan.

Integrante do Berço Histórico de Boa Vista, a casa em estilo neoclássico possui lustres, móveis franceses e muitos cristais, tudo numa produção mais rústico. Petita Brasil é filha de Adolfo Brasil e Tereza Magalhães, irmã de Parimé, Amazonas e Rio Branco, uma das famílias tradicionais que contribuíram para o estabelecimento econômico e social da Capital Boa Vista.

Casa da Cultura

(Foto: Divulgação/Secom RR)

O prédio foi restaurado e reinaugurado este ano no coração da Avenida Jaime Brasil, o principal e mais antigo centro comercial de Boa Vista. A reforma manteve sua característica histórica que apresenta uma construção em estilo art decó.

Batizada de Casa da Cultura Madre Leotávia Zoller, foi construída em 1940 para ser um simples residência, mas pela beleza da época, que contrastavam com as casas cobertas de palha, se tornou a morada oficial dos governadores até a construção do Palácio Hélio Campos.

Depois disso, tornou-se a Casa da Cultura, tombada pelo Governo do Estado em 1984. Passou quase dez anos abandonada até ser entregue novamente ao cenário do Berço Histórico de Boa Vista.  

Monumento ao Garimpeiro

Monumento fica na Praça do Centro Cívico (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Monumento ao Garimpo foi concebido para ser uma homenagem aos áureos tempos do garimpo manual de ouro e diamante a partir da década de 1930, uma das primeiras atividades que contribuíram para o desenvolvimento do Estado.

Construído na década de 1960 pelo então governador Hélio da Costa Campos, simboliza a simplicidade de um homem sem camisa com chapéu garimpando com sua bateia. A obra fica na Praça do Centro Cívico, em frente ao Palácio Senador Hélio Campos, onde estão também as demais sedes dos poderes constituídos. O ponto é uma das referências da Capital.

Centro de Artesanato

(Foto: Divulgação)

Localizado na entrada da Orla Taumanan,  em frente à Igreja Nossa Senhora do Carmo, a Igreja Matriz, o Centro de Artesanato  é destinado para venda de produtos típicos de Roraima, incluindo o artesanato indígena.

Foi construído no antigo endereço do Mercado Municipal de Boa Vista. Quando foi abandonado, a Cooperativa de Artesãos de Roraima solicitou ao governo estadual a ocupação do edifício, com a doação do terreno para a permanência definitiva dos artesãos.

Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo

(Foto: Divulgação)

A capela foi construída pelos frades carmelitas em 1725, por meio das Missões do Rio Branco, em madeira e terracota. Em 1892, a capela deu lugar à igreja, construída pelos missionários franciscanos, tornando-se um dos principais marcos da criação de Boa Vista, referência do Berço Histórico da Capital.

Nos anos de 1914 e 1917, a Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo passou por uma reforma, quando D. Gerado Van Caloen, primeiro bispo das missões na Bacia do Rio Branco, veio morar em Boa Vista. Em 1921, D. Pedro Eggerath,  o segundo bispo do Rio Branco, autorizou nova reforma que deu à Igreja Matriz o estilo germânico, com a construção do átrio, a pintura, a torre para o campanário e a sacristia.

No interior, foram conservadas a pintura marmorizada, o piso em ladrilho português e o forro. A igreja ganhou dois altares laterais, bancos, estalas, via sacra, balaustrada e um conjunto de prataria belga e alemã. As janelas foram substituídas por vitrais pintados.

Complexo Poliesportivo Ayrton Senna

(Foto: Divulgação)

Originalmente construído para ter três quilômetros de área de lazer para a população, o Complexo Poliesportivo Ayrton Senna tem quadras de tênis, de vôlei, de futebol e de basquete, além de pistas para cooper, patinação, bicicross, skat e kart, bem como parques infantis, bares com música, sorveterias, restaurantes, quiosques de artesanato e praças com muitos bancos para sentar.

Arborizado e com jardins floridos por toda parte, é um local não apenas de lazer e esporte, mas de convivência das famílias boa-vistenses, que aproveitam o amplo espaço iluminado e seguro para realizar confraternizações e aniversários nos amplos gramados.  

Ao longo da praça está o Portal do Milênio, que é o monumento que marcou a passagem para o ano 2000, e se tornou um dos primeiros cartões-postais da cidade.

Atualmente o espaço integra a paisagem junto com a Praça das Águas, onde as águas de fontes luminosas em várias cores parecem dançar ao som de músicas clássicas. Em seguida está a Praça de Alimentação e a Praça do Picote, formando um dos mais movimentados espaços de lazer e gastronômico do boa-vistense e turistas.

Catedral Cristo Redentor

(Foto: Divulgação)

Localizada na Praça do Centro Cívico, para onde convergem as principais avenidas da cidade, a Catedral Cristo Redentor foi projetada pelo arquiteto italiano Mário Fiameni. A construção iniciou em 1968 e durou quatro anos.

Suas formas sugerem três símbolos: a harpa, o navio e a maloca indígena. A arquitetura moderna e arrojada da catedral tornou-se não apenas uma referência para os católicos, mas uma atração turística.

Prelazia da Diocese de Roraima

(Foto: Bruno Garmatz)

A construção da Prelazia foi em 1907, com estilo neoclássico e arquitetura original preservada e revitalizada. Também é considerada um marco na arquitetura e na cultura de Boa Vista. De 1924 a 1944, sediou um hospital e serviu de residência a padres e bispos. Em 1946, tornou-se sede do Governo do então Território Federal.

Após a criação da Prelazia, desvinculando-se da Diocese de Manaus (AM), ela foi confiada aos monges beneditinos, subordinados ao mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro. Eles permaneceram na cidade entre 1909 e 1948. Atualmente fica a sede da Igreja Católica de Roraima, a Cúria Diocesana.

Parque Anauá

(Foto: Divulgação)

Criado para ser o maior parque de lazer a céu aberto da região Norte, a estrutura do Parque Anauá conta com anfiteatro, forródromo, centro de artesanato indígena, galeria de artes Horto Florestal Municipal Dorval de Magalhães e o Lago dos Americanos.

A estrutura conta ainda com fonte luminosa, ginásio poliesportivo, kartódromo e pistas para cooper, aeromodelismo, motocross, skate e bicicross, além de lanchonetes e restaurantes. Também há uma área gramada para lazer e esporte, cercada por cajueiros.

Na área central do parque está o Forródromo, que é uma estrutura coberta onde são realizados os principais shows e eventos artísticos. A palavra Anauá significa “lugar de encontro” na etnia Macuxi.

Deixe uma resposta