Júri condena a 25 anos de prisão venezuelano que estuprou e matou morador de rua

Criminoso atacou morador de rua que estava dormindo na calçada, no bairro Santa Teresa, durante a madrugada, em agosto de 2022, primeiro agredindo a vítima para que ficasse inconsciente, para depois cometer o estupro e, finalmente, concretizar o bárbaro homicídio, com parte da ação gravada por câmeras de segurança de casas vizinhas  

Daniel Eduardo Fuenmayor Rojas cumprirá pena de 25 anos de prisão (Foto: Divulgação)

O Tribunal de Júri Popular condenou o venezuelano Daniel Eduardo Fuenmayor Rojas, 30 anos, pelos crimes de homicídio qualificado e estupro cometidos em 2022 que indignou a opinião pública pela forma como o assassinato foi cometido. A sentença foi preferida na segunda-feira, 4, com pena aplicada de 25 anos e seis meses de prisão em regime inicialmente fechado.


A denúncia sustentada pelo Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), por meio da Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri do MPRR, apontou que, na madrugada do dia 14 de agosto de 2022, no bairro Santa Teresa, Rojas atacou com chutes e socos o morador de rua, Antônio Francisco Memória de Carvalho, enquanto ele dormia na calçada, antes de estuprar e matar a vítima.

Imagens de câmeras de segurança revelaram o momento em que o elemento se aproxima e tenta tirar a roupa do morador de rua, após ele ficar inconsciente. O criminoso mexe no zíper da calça de Antônio, que parece recobrar a consciência, quando o criminoso efetua um soco no rosto da vítima.

Em seguida, o elemento se levanta e começa a desferir chutes no rosto da vítima. Após as agressões, o suspeito arrasta Antônio para o beco. Aproveitando que o morador de rua estava inconsciente, o criminoso estuprou a vítima antes de praticar o homicídio, atacando novamente Antônio com golpes na cabeça.

Em sua sentença, o magistrado destacou que Daniel Rojas aparenta tender para a prática de crimes e que a agressividade e frieza demonstradas pelo acusado são características presentes na personalidade dele.


Para o promotor de justiça que atuou no júri, Diego Oquendo, esse resultado é, antes de tudo, uma resposta à dor dos familiares, que buscam não apenas o fechamento de um ciclo de sofrimento, mas também a certeza de que a impunidade não prevalecerá.


“A condenação do réu nos exatos termos da denúncia demonstra que a Justiça foi feita e que a sociedade roraimense cumpriu o seu dever de proteger a dignidade da vítima. A Justiça criminal tem o compromisso de zelar pela segurança e pela paz social, garantindo que atos tão brutais como esse não fiquem sem resposta”, afirmou o promotor.

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