Recuperação da ponte foi acelerada, mas os prejuízos são inevitáveis com cancelamento de estadia e desistência de pacotes turísticos
Após a enxurrada ter arrastado o desvio na ponte do Igarapé Tucumã, a obra de recuperação da ponte de madeira foi acelerada. A ponte fica a 23Km da Vila Brasil, sede do Município de Amajari. A interrupção do tráfego deixou vilas, assentamentos, fazendas e a Serra do Tepequém completamente isoladas desde as primeiras horas da madrugada.
Com o avanço do serviço, a passagem pela ponte foi liberada emergencial para carros pequenos, mas somente a cada duas horas. A travessia é muito arriscada, por isso a orientação das autoridades é que os condutores tenham cuidado redobrado na travessia ou esperem até a conclusão do trabalho, previsto para hoje à tarde ainda.
Para não prejudicar totalmente o trabalho dos operários nem penalizar quem precisa chegar ou sair de Tepequém e de outras localidades da região, a passagem de veículo será liberada somente a cada duas horas, sob a fiscalização das autoridades que estão no local.
PREJUÍZOS
Com a forte chuva que caiu durante toda a madrugada, a enxurrada arrastou o desvio na ponte do igarapé Tucumã, que havia acabado de ser recuperado, na quinta-feira, quando as águas haviam rompido o desvio no início da semana, deixando o principal ponto turístico de Roraima isolado por três dias.
Os prejuízos para quem vive do turismo são incalculáveis, pois os turistas cancelaram estadias nas pousadas, desmarcaram a condução aos atrativos por guias e condutores, além de muitos terem desistido de viajar para a Serra do Tepequém, onde está marcado um evento vestido para a noite desse sábado, na Vila do Paiva.
Embora o tráfego seja restabelecido, os prejuízos já se acumularam nas atividades turísticas desde segunda-feira, pois o isolamento com o desvio rompido se ampliou para os comerciantes que trabalham com alimentos perecíveis, uma vez que a rede de energia elétrica também foi interrompida e o serviço de manutenção não pôde ser realizado por causa do tráfego interditado.
No ramo de hotelaria, a proprietária da Pousada PSJ, Iodete Matos, disse que o prejuízo até o momento foi de R$7 mil, valor este que ela teve que devolver aos turistas que vieram de Manaus (AM), os quais desistiram da estadia ou decidiram retornar imediatamente com medo de ficarem ilhados novamente.
