Clima tenso na fronteira com a Venezuela enquanto imigração desordenada e destruição da BR-174 seguem

Caminhoneiros bloquearam temporariamente a fronteira na manhã de hoje (Foto: Divulgação)

Enquanto uma solução não surge, o clima é de muita apreensão na fronteira com a Venezuela, no Município de Pacaraima, Norte de Roraima. Hoje os empresários, com apoio de caminhoneiros, fizeram uma manifestação contra a restrição imposta pelas autoridades venezuelanas impedindo a entrada de cargas brasileiras perecíveis.

O Ministério das Relações Exteriores já se pronunciou afirmando que está em entendimento com o governo de Nicolás Maduro para se chegar ao fim da restrição, pois não há qualquer informação oficial do país vizinho sobre uma barreira fiscalizatória para impedir a entrada de produtos brasileiros.

Na manhã desta quarta-feira, 14, em Pacaraima, empresários realizaram uma manifestação contra a restrição. Um deles, inclusive, decidiu distribuir gratuitamente salsichas a centenas de migrantes venezuelanos que atravessam a fronteira diariamente.

Carretas com cargas perecíveis estão estacionados aguardando autorização para seguir viagem e alguns desses carregamentos já tiveram seus produtos deteriorados, causando sérios prejuízos financeiros. Alguns estão vendendo os alimentos a preços simbólicos para que não se estraguem.

Até o governador Antonio Denarium, que é empresário do agronegócio, entrou na briga em favor dos brasileiros. No entanto, o mesmo empenho não ocorreu, até aqui, em busca de entendimentos sobre a migração desordenada de venezuelanos ou a respeito da crítica situação da BR-174, cujo trecho norte foi completamente destruído por essas mesmas carretas que transportam alimentos para a Venezuela.

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