Enquanto o governador Denarium tenta emplacar o novo slogan de seu governo, “rede do bem”, sai uma fedentina do esgoto do Palácio do Governo a partir das declarações de seu ex-chefe de segurança, o capitão da PM Helton John Silva de Souza, cujo caso aponta uma “rede criminosa”, em que o policial é a maior expressão dessa conexão: estava no local de um duplo homicídio e foi para casa orar antes de sair para jogar futevôlei com os amigos

É repugnante o que sai dos esgotos do Palácio Senador Hélio Campos a partir do depoimento do capitão da Polícia Militar Helton John Silva de Souza, que era chefe de segurança do governador Antonio Denarium, que participou diretamente do caso do assassinato covarde do casal de agricultores Flávia Guilarducci e Jânio Bonfim de Souza, no Município do Cantá, em uma disputa por terras.
CONIVÊNCIA E PREVARICAÇÃO
As principais autoridades do Estado sabiam da presença do capitão na cena do crime e dando proteção ao atirador: do governador Antonio Denarium ao comandante-geral da Polícia Militar, Miramilton Goiano. Todos foram não só coniventes como prevaricaram ao não dar voz de prisão ao capitão e afastá-lo imediatamente de suas funções, tanto da PM quanto do cargo de chefe de segurança do governador. Esse comandante da PM precisa ser exonerado imediatamente de seu cargo.
REDE CRIMINOSA
Está comprovado que no Palácio do Governo foi montada uma verdadeira “rede criminosa”, contrastando de forma abismal com o novo slogan anunciado pelo próprio Denarium, que agora quer que o grupo de seu governo seja reconhecido como “rede do bem”. O esgoto fede e fica cada vez pior quando as tampas desse esgoto vão se abrindo.
MAIS RICO
Denarium já foi cassado três vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por crimes eleitorais e teve seu pedido de impeachment aceito pela Assembleia Legislativa, a qual não tem outra saída senão sacar o governador do cargo para o bem da sociedade diante de seu comportamento leniente com crimes de toda ordem, enquanto vai ficando cada vez mais rico junto com seus parceiros grandes empresários.
CONEXÃO FAMILIAR
Na ficha corrida de Denarium tem não apenas apoio incondicional ao garimpo, mas também uma irmã investigada por lavagem de dinheiro do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. E dois sobrinhos presos ao serem flagrados com um grande carregamento de drogas, o que aponta a participação deles no narcogarimpo, o que é extremamente preocupante.
GRILAGEM DE TERRAS
O bárbaro crime do duplo homicídio, que contou com a proteção do capitão da PM, então chefe de segurança de Denarium, leva à conexão de outra máfia que sai do esgoto desse governo: a grilagem de terras em Roraima, que já registrou outras mortes por execução nunca reveladas e cujas denúncias pipocam desde sempre sem que as autoridades tomem providências.
MILÍCIAS E EXTERMÍNIO
Dessa mesma polícia comandada por Miramar surgem casos de participação de policiais militares em grupos de extermínio e milícias que dão apoio às atividades do garimpo ilegal e, quiçá, do narcogarimpo que estamos observando a partir das seguidas operações policiais.
EM NOME DE DEUS
O caso da morte do casal no Cantá também remete a outra questão não menos preocupante: a ligação de polícia, religião e política, cuja expressão maior dessa realidade é “Deus, Pátria e Família”. O comandante da PM é pastor evangélico. O capitão da PM que participou ativamente do crime é evangélico, que orou logo após participar do crime e foi jogar futevôlei na Praça Ayrton Senna com os amigos. O governador, que sabia e não agiu rápido, não hesita em repetir o nome de Deus: “Denarium trabalhando e Deus ajudando”.
É a rede do mal, do crime e dos esquemas se escorando no nome de Deus.
