Sesai já foi comunicada da greve decidida em assembleia geral pela categoria, que irá manter 30% do efetivo no atendimento à saúde indígena, enquanto os demais trabalhadores irão parar em reivindicação que inclui melhores condições de trabalho, pagamento de benefícios e reajusta salarial de 8% para todas as categorias

Profissionais de saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Desei-Y) confirmaram que vão entrar em greve geral, por tempo indeterminado, a partir de segunda-feira, 17 de março. A notificação foi feita no dia 12 ao secretário especial de Saúde Indígena, Ricardo Weibe, pela presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Privado de Serviço de Saúde do Estado de Roraima (Siemesp-RR), Joana Gouveia Mendes.
A decisão foi tomada em assembleia geral extraordinária realizada no mesmo dia 12, em Boa Vista, quando os trabalhadores que prestam serviços nas comunidades indígenas Yanomami deliberaram que irão cruzar os braços em reivindicação a uma pauta que inclui falta de medicamentos, condições precárias dos alojamentos, falta de materiais de manutenção e falta de segurança para os profissionais trabalharem em território.
A categoria cobra, ainda, pagamento de insalubridade grau máximo para todos que atuam em território indígena, pagamento dos pernoites fixo mensal, pagamento do piso salarial dos agentes de combate a endemias (ACE), insalubridade de 40% sobre o piso e reajuste salarial de 8% para todas as categorias. Os profissionais ainda pedem disponibilização de voos para fazer as remoções e trocas de equipes, instalação de internet em todos os polos-bases e subpolos, fornecimento de água potável e gás de cozinha em território indígena.
A lista de reivindicação ainda inclui a disponibilização de equipamento de proteção individual de segurança (EPIS), disponibilização de transporte para levar e trazer os trabalhadores da Casa de Saúde Indígena (Casai) em Boa Vista, implementação de conforto adequado para o descanso dos trabalhadores que atuam na Casai, bem como transporte para levar os trabalhadores para suas casas quando chegam a Boa Vista após os 30 dias trabalhados em território indígena.
Conforme a notificação, como o serviço prestado é essencial de saúde, a greve não contemplará 100% dos funcionários, conforme o sindicato. Haverá a disponibilização de pelo menos 30% de trabalhadores para a continuidade dos serviços para a assistência dos pacientes, respeitando a determinação da legislação pertinente, conforme Joana Gouveia Mendes.
Veja notificação feita a Sesai no dia 12:

