Estado passará a ter maior segurança energética e confiabilidade no suprimento com conexão por meio do Linhão de Tucuruí, com 724 Km de linhas de transmissão de 500 mil volts e três subestações, somando R$ 2,6 bilhões em investimentos, projeto licitado há 14 anos e que enfrentou uma série de dificuldades para sair do papel

A conexão de Roraima à rede elétrica nacional, por meio do linhão de transmissão Manaus-Boa Vista, trará uma economia superior a R$ 600 milhões por ano nos custos com combustível para a geração termelétrica local que hoje abastece o Estado, segundo comunicado do Palácio do Planalto.
O início dos processos de interligação de Roraima, único Estado do país que ainda não recebe energia do SIN (Sistema Interligado Nacional), foi celebrado na quarta-feira passada, em cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em Brasília.
Segundo o Planalto, com a conexão, Roraima passará a ter maior segurança energética e confiabilidade no suprimento.
A perspectiva é de “substituição gradual” das usinas termelétricas que hoje atendem o Estado, gerando energia com combustíveis poluentes e subsidiados pela CCC (Conta de Consumo de Combustíveis), custeada por todos os consumidores do país via conta de luz.
“A substituição gradual das usinas térmicas por energia limpa e renovável reduz as emissões de GEE (gases de efeito estufa) em mais de 1 milhão de toneladas de CO₂ por ano, além de gerar uma economia superior a R$ 600 milhões anuais nos custos com combustíveis fósseis”, disse o governo.
Anteriormente, o Ministério de Minas e Energia chegou a estimar que a interligação de Roraima geraria uma economia de cerca de R$ 1 bilhão por ano aos consumidores.
O comunicado menciona ainda que a interligação permitirá o escoamento de energia, para o resto do país, de 700 MW (megawatts) de futuras usinas hidrelétricas inventariadas em Roraima.
Chamado de Linhão de Tucuruí, o empreendimento está em fase de testes e é de responsabilidade da TNE (Transnorte Energia), concessionária detida por Eletrobras e Alupar.
Ele envolve a construção de 724 quilômetros de linhas de transmissão de 500 mil volts e três subestações, somando R$ 2,6 bilhões em investimentos.
O projeto foi licitado há 14 anos e enfrentou uma série de dificuldades para sair do papel, ligadas principalmente ao licenciamento ambiental, por atravessar terras indígenas dos Waimiri Atroari.
Fonte: Conexão de Roraima à rede elétrica economizará mais de R$ 600 milhões | CNN Brasil
