Brasileiros estão conseguindo voltar para o Brasil sem problemas, apesar de tensão na Venezuela

Apesar do bloqueio militar na fronteira do lado venezuelano, brasileiros estão conseguindo chegar a Pacaraima sem qualquer problema

Clima é de aparente tranquilidade na fronteira com a Venezuela (Imagem: Reprodução)

O clima é de aparente tranquilidade na fronteira do Brasil com a Venezuela, ao Norte de Roraima, apesar do clima tenso diante da operação militar dos Estados Unidos durante a madrugada de sábado, que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Os brasileiros que estavam na cidade vizinha Santa Elena de Uairém estão cruzando a fronteira normalmente de táxi e mototáxi, que estão deixando os passageiros na cidade de Pacaraima. O escultor Antônio Teixeira, conhecido como Jamaika, que estava em Santa Elena, disse que atravessou a fronteira sem qualquer problema ao pagar o serviço de um mototáxi, hoje à tarde. Em Pacaraima, ele estava esperando o ônibus para o Amajari, onde ele reside na Serra do Tepequém.

O escultor disse que preferiu ouvir conselhos de amigos brasileiros e familiares venezuelanos para que retornasse o mais breve possível ao país. A orientação das autoridades é a de que os brasileiros devem retornar o mais breve possível e que evitem fazer turismo no Parque Canaima ou no Monte Roraima, na Venezuela, nesse primeiro momento de tensão e indefinição sobre o que pode ocorrer daqui para frente.

Trump divulga foto de Maduro vendado após captura

Divulgação de foto ocorreu após ofensiva militar de grande escala lançada pelos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou uma imagem que mostraria o presidente venezuelano Nicolás Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima. Na foto, Maduro aparece usando moletom, com os olhos cobertos por óculos, aparentemente algemado. A divulgação ocorreu após uma ofensiva militar de grande escala lançada pelos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3).

A operação incluiu ataques a diferentes regiões do país, com explosões registradas em Caracas e também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo Trump, a ação resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O presidente norte-americano afirmou que ambos estão sendo levados para Nova York em uma das embarcações da Marinha dos Estados Unidos que estavam posicionadas no mar do Caribe desde o fim de 2025.

Ainda neste sábado, Trump declarou que segue avaliando quais decisões serão tomadas em relação ao futuro da Venezuela após a captura do chefe de Estado do país. Em entrevista concedida à emissora Fox News, ele afirmou que os Estados Unidos passarão a ter forte envolvimento com a indústria petrolífera venezuelana, embora não tenha detalhado como essa participação ocorrerá. Segundo ele, a China continuará recebendo petróleo da Venezuela.

Questionado sobre a possibilidade de a líder opositora María Corina Machado assumir o poder com apoio norte-americano, Trump respondeu que ainda não tomou uma decisão sobre o futuro político do país. Ele mencionou também a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, como outro nome no cenário.

Durante a entrevista, Trump afirmou que acompanhou a captura de Maduro em tempo real por meio de transmissões feitas por agentes envolvidos na missão em Caracas. Ele comparou a experiência a assistir a um programa de televisão. O presidente dos EUA revelou ainda que a ofensiva militar estava inicialmente programada para ocorrer quatro dias antes, mas foi adiada por causa de condições climáticas desfavoráveis.

Trump também declarou que conversou com Maduro cerca de uma semana antes da operação. Segundo ele, o governo venezuelano teria tentado negociar uma saída pacífica do poder pouco antes do ataque. No entanto, Trump afirmou que recusou a proposta. “Eles quiseram negociar no final, mas eu não queria”, disse o presidente norte-americano ao comentar o episódio.

Vamos governar a Venezuela, diz Trump após captura de Maduro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que vai governar a Venezuela após a captura do ditador Nicolás Maduro, e comemorou a ação militar realizada neste sábado (3) contra o país.

“Vamos governar o país até que haja uma transição adequada e justa”, disse Trump em pronunciamento à nação. “Estávamos preparados para atacar novamente, um ataque muito maior, mas isso provavelmente não será necessário”, afirmou o republicano, dizendo que o petróleo venezuelano “voltará a fluir” com uma empresa americana à frente das operações.

A Venezuela é o país com as maiores reservas de petróleo do mundo.

“Isso que fizemos hoje tornará o povo da Venezuela rico, independente e seguro”, afirmou o presidente americano. “Eles não sofrerão mais. Nós queremos paz, liberdade e justiça para as pessoas incríveis da Venezuela e isso inclui muitos dos venezuelanos que vivem nos Estados Unidos e querem voltar para seus países.”

“Nós estamos lá. Vamos ficar pelo tempo que for adequado para uma transição. Vamos governar neste tempo, vamos ter empresas americanas que vão entrar, vão injetar bilhões de dólares, vão consertar a péssima infraestrutura”, prosseguiu o republicano.

“Tratou-se de um ataque como não era visto no mundo desde a Segunda Guerra Mundial”, disse Trump, comparando a ação com outros ataques ordenados por ele, como os bombardeios contra instalações nucleares do Irã. “Todas as capacidades militares da Venezuela foram inutilizadas. Maduro jamais será capaz de ameaças mais ninguém.”

Trump disse que as forças americanas cortaram a energia de Caracas e que nenhum militar americano foi morto. “Nenhuma nação seria capaz de realizar o que os Estados Unidos conseguiram realizar em um período tão curto de tempo”, afirmou.

Trump faz pronunciamento à nação após ordenar um ataque de larga escala contra a Venezuela e capturar Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Segundo o republicano, os dois estão sob custódia em um navio militar americano no Caribe e serão enviados para Nova York, onde responderão à Justiça americana por crimes como narcoterrorismo e tráfico de drogas.

Não está claro que provas Washington apresentará contra os dois e os outros citados na acusação, como o ministro do interior, Diosdado Cabello, e o filho de Maduro, Nicolás Ernesto.

Mais cedo, Trump havia dito que os EUA ainda estão decidindo “o que vai acontecer agora com a liderança da Venezuela”, dizendo que a líder opositora María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz, pode ser escolhida por Washington para governar o país mas que ninguém “leal a Maduro” ficará no poder. Trump disse ainda que estará “fortemente envolvido” na indústria petrolífera venezuelana daqui para frente.

Em nota horas depois dos ataques, María Corina comemorou a captura de Maduro e escreveu: “Venezuelanos, chegou a hora da liberdade”. “Nicolás Maduro enfrenta hoje a justiça internacional por seus crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos. Diante da sua negativa de aceitar uma saída negociada, o governo dos Estados Unidos cumpriu sua promessa de fazer valer a lei.”

María Corina pediu que Edmundo González, o candidato da oposição que, segundo organizações internacionais, foi o verdadeiro vencedor das eleições presidenciais de 2024, assuma “de imediato seu mandato constitucional e seja reconhecido como comandante em chefe” das Forças Armadas venezuelanas.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou em um vídeo divulgado na manhã deste sábado que o país vai resistir à presença de tropas estrangeiras. A vice de Maduro ainda reiterou, momentos depois, que manterá os planos de defesa do ditador. Não está claro se tropas americanas invadiram a Venezuela por terra.

Fontes: Trump divulga foto de Maduro vendado após captura

              Vamos governar a Venezuela, diz Trump após captura de Maduro

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