Alienígena na política roraimense empurrado goela abaixo e que irá passar pelo crivo do eleitor

Vídeo de Hélio Negão mostra brasão errado atribuído ao Estado de Roraima (Imagem: Reprodução)

O desenrolar da política roraimense é de conhecimento de todos, com os políticos fazendo seus acordos desde a eleição suplementar e promovendo os realinhamentos necessários visando as eleições gerais de 4 de outubro próximo. Em um Estado majoritariamente bolsonarista, então é óbvio que os acordos estão focados em torno dessa realidade focando na sobrevivência política. Mas…

É preciso entender que está dentro da normalidade política os protagonistas locais entrem em um embate necessário nesse momento de convenção partidária, até que tudo se acomode antes do início da campanha eleitoral. No entanto, um fato são os acordos partidários locais com o bolsonarismo. Outro fato é a imposição que está sendo feita, de cima para baixo, com base em uma política que fala a mesma língua, mas que impõe um alienígena sem respeitar a política, os políticos e os eleitores locais.   

O personagem central desse espectro é o deputado federal pelo Rio de Janeiro Hélio Lopes (PL), mais conhecido como Hélio Negão, um militar da reserva que está no segundo mandato. Ao visualizar que não mais se reelegerá nem alçará voos mais altos na política carioca, ele foi imposto goela abaixo para disputar uma vaga no Senado como candidato pelo Estado de Roraima.  O ato tem algumas leituras políticas, mas a principal dela é achar que o eleitorado roraimense irá engolir isso a seco e sem mastigar.

Mesmo sem qualquer vínculo ou proximidade com a realidade de Roraima, Hélio Negão transferiu seu título eleitoral para o Estado sem consultar lideranças locais e muito menos sem levar em consideração o povo roraimense, sobre o qual o pensamento fixo é uma suposta ou provável facilidade de arrebanhar 15 mil votos em um Estado notadamente dominado pelo bolsonarismo.

Antes de Hélio Negão, veio para Roraima o Padre Kelmo, aquele que foi chamado de “padre de festa junina” durante os debates eleitorais ao vivo nas eleições presidenciais passadas, utilizando do expediente do oportunismo político que, aliás, nunca foi exclusividade desses personagens atuais. Outros políticos que hoje transitam serelepes se mudaram de seus estados de origem para se lançarem candidatos em Roraima em outras épocas, abrindo colônias eleitorais sem a necessidade de ter uma história ou mesmo sentimento por este lugar, a não ser o oportunismo e os olhos brilhando em cifras.

Logo, se é inevitável que lideranças políticas locais não tenham forças suficientes para barrar a candidatura alienígena e oportunista de Hélio Negão, pois seguem uma fidelidade partidária e doutrinação ideológica, então essa missão passa para as mãos dos eleitores roraimenses, que não podem admitir políticas retrógradas, que não respeitam os anseios do povo roraimense e que apostam na submissão cega.

O eleitor roraimense precisa dar a resposta necessária a esse oportunismo misturado com imposição extrema, especialmente aqueles que sabem que o que é ruim para o Rio de Janeiro, também é ruim não só para Roraima, mas para o País. Agora está nas mãos do povo.

*Por Jessé Souza

jesseroraima@hotmail.com

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