Diante da crise no STF, cadeira no Senado tornou-se estratégica e Teresa já se posicionou defendendo um mandato de 15 anos para os ministros, estabelecendo um limite temporal razoável para o exercício dessa importante função

A campanha eleitoral chega na reta final e as atenções estão voltadas para a disputa para o Senado diante da atual conjnta política. E o cenário mostra que a disputa começa se consolidar. A mais recente pesquisa do Instituto Census registrada no Tribunal Regional Eleitora de Roraima (TRE-RR), divulgada no dia 15, mostra a ex-prefeita Teresa Surita (MDB) se mantendo na frente.
Conforme a pesquisa, com a soma dos 1º e 2º votos, Teresa Surita fica com 30,74% das intenções de voto. Nicoletti (PL) vem atrás com 28,33%, seguido por Chico Rodrigues (PSB) com 19,49% e Helena da Asatur (PSD) com 16,46%. Os destaques são a distância aberta entre os dois primeiros (Teresa e Nicoletti) colocados para Helena da Asatur, que na pesquisa anterior estava tecnicamente empatada com Chico e Nicoletti.
A pesquisa foi realizada pelo Census entre os dias 8 e 13 de setembro com 1.500 pessoas e está registrada no TRE-RR sob o número RR-07346/2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Senado é estratégico
Em um momento em que a atenção do eleitor se volta para a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), a disputa pelo Senado tornou-se um ponto estratégico nas eleições de 2026, pois um dos papéis dos senadores é exercer o controle constitucional sobre o STF, especialmente ao aprovar ministros indicados pelo presidente e ao ter poder exclusivo para processar e julgar ministros por crimes de responsabilidade.
Teresa incluiu entre suas pautas a discussão sobre mudanças nas regras relacionadas ao STF, defendendo alterações constitucionais nas regras para ministros da Corte, incluindo o estabelecimento de mandato de 15 anos e novos critérios de idade para o exercício do cargo. Atualmente, os ministros do STF são indicados pelo presidente da República e precisam ter seus nomes aprovados pela maioria absoluta do Senado Federal.
A candidata afirmou que um mandato de 15 anos para os ministros do STF é um limite temporal razoável para o exercício de uma função de excepcional relevância institucional, equilibrando a independência da Corte e a necessária renovação de sua composição. Para ela, trata-se de um prazo razoável que permitirá que o ministro desenvolva seu trabalho com autonomia, sem a preocupação com mudanças políticas de curto prazo, enquanto impede a concentração prolongada de poder em uma mesma pessoa.
Para Teresa, a atuação no Senado deverá combinar a defesa dessas mudanças institucionais com uma agenda voltada aos problemas cotidianos da população. “Quero ser uma voz firme para defender Roraima. Vou trabalhar com quem estiver disposto a resolver os problemas do Estado, buscar recursos e cobrar aquilo que a nossa população precisa. Meu compromisso é colocar Roraima em primeiro lugar”, afirmou durante uma caminhada nas ruas do bairro Raiar do Sol, na quarta-feira, 16,
Caminhada no Raiar do Sol
Durante caminhada no bairro Raiar do Sol, na quarta-feira, Teresa conversou com moradores e comerciantes e apresentou propostas que pretende defender caso seja eleita para representar Roraima no Senado Federal. Entre as prioridades apresentadas pela candidata está a articulação entre a bancada federal, o Governo do Estado e as prefeituras. Teresa afirmou que pretende, após as eleições, buscar uma reunião com o governador eleito e os prefeitos dos 15 municípios para estabelecer uma agenda conjunta de prioridades para Roraima.
“Independentemente do candidato que vencer as eleições, eu vou trabalhar em parceria para resolver os problemas do nosso Estado. As pessoas têm pressa e o nosso foco é Roraima em primeiro lugar”, afirmou Teresa, complementando que uma das prioridades será buscar recursos federais e articular investimentos para áreas como saúde, educação, infraestrutura, primeira infância, geração de emprego e desenvolvimento dos municípios do interior.
Também afirmou que pretende levar ao Senado discussões relacionadas ao alto custo de vida enfrentado pela população de Roraima, citando os preços da energia elétrica, dos alimentos, dos combustíveis e das passagens aéreas. A proposta, segundo ela, é utilizar a atuação parlamentar para cobrar soluções do Governo Federal e defender medidas que reduzam os impactos desses custos sobre as famílias.
Outra bandeira apresentada é o fortalecimento da infraestrutura do Estado, com atenção às rodovias, estradas vicinais, fronteiras e condições necessárias para ampliar a produção e atrair novos investimentos. A candidata também defende maior integração econômica com a Guiana e a Venezuela e melhorias na estrutura das regiões de fronteira.
