Desmatamento cai e reforça o valor da Floresta Amazônica em pé

Relatório revela uma redução de 12% no desmatamento do Brasil e indica que conservação é sete vezes mais lucrativa do que exploração, pois cada vez que se destrói a mata nativa da região, há um impacto na água doce, no controle de doenças, na biodiversidade usada na produção de medicamentos, na indústria de cosméticos, na qualidade do ar, na regulação do clima, entre outras desvantagens
  • Por Patrícia Costa
Desmatamento cai 62% na Amazônia, conforme o MapBiomas (Foto: CARL DE SOUZA / AFP)

O Brasil perdeu, em 2023, 1,8 milhão de hectares de vegetação nativa, segundo dados do Relatório Anual de Desmatamento (RAD 2023) do MapBiomas, divulgado no dia 28 passado, o que equivale a duas vezes a extensão do estado do Rio de Janeiro. O número ainda é alto, mas pela primeira vez representa uma redução desde 2019.

É uma notícia positiva, mas o estudo aponta um dado preocupante: o desmatamento está mudando para outros tipos de biomas e aumentaram no Pantanal, Caatinga e Cerrado, que ultrapassou pela primeira vez, em 5 anos, a derrubada da floresta amazônica. 

Cada vez que se destrói a mata nativa da região, há um impacto na água doce, no controle de doenças, na biodiversidade usada na produção de medicamentos e na indústria de cosméticos, na qualidade do ar, na regulação do clima, entre outras desvantagens.

O combate ao desmatamento é visto por muitos como um entrave ao desenvolvimento econômico. A partir desse ponto, uma floresta em pé também sai na frente quando analisamos números. 

De acordo com o Banco Mundial, o valor da Floresta Amazônica é sete vezes superior ao lucro obtido através de diferentes explorações econômicas na região. Isso inclui atividades sustentáveis, como extração de madeira de baixo impacto, produtos não madeireiros e turismo sustentável. Isso sem contar com o recente mercado de carbono, em regulamentação no país, que pode render 120 bilhões de dólares ao Brasil, até 2030, segundo cálculo da Câmara de Comércio Internacional (ICC Brasil). Ainda sobre o desmatamento, o Banco Mundial afirma que a atividade é “redistribuição ineficiente de riquezas públicas para o privado”.

O desmatamento e queima de combustíveis fósseis são apontados como os principais causadores do aquecimento global que traz diversas consequências. Nosso país é o sexto maior poluidor do ar no mundo e a população e empresas precisam  entender que o valor de uma floresta em pé é determinante para evitar desastres naturais agora e para a sobrevivência no futuro e ainda traz vantagens econômicas para o Brasil, em relação a outros países. 

Fonte: Desmatamento cai e reforça o valor da Floresta Amazônica em pé; conservação é sete vezes mais lucrativa do que exploração | Jovem Pan

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