Presidente dos EUA estaria disposto a revogar 100% das tarifas impostas ao Brasil por motivos ideológicos e revisar sanções contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria feito um pedido ao presidente Lula durante a ligação telefônica do dia 2 de dezembro, não divulgado oficialmente pela Secretaria de Comunicação do governo federal. No encontro presencial entre os dois líderes na Malásia, Lula se ofereceu para mediar a crise entre os 2 países.
Segundo apuração da coluna Radar, de Veja, divulgada nesta terça-feira, 9, Trump pediu a Lula para o Brasil garantir passagem segura para Nicolás Maduro, familiares e pessoas próximas ao regime, caso o ditador renuncie ao poder.
O trajeto mais provável de Nicolás Maduro seria feito pela fronteira com Pacaraima (RR), alvo de polêmica no início deste ano ao sofrer adentramento em alguns metros de tropas venezuelanas durante um exercício militar das Forças Armadas Bolivarianas.
De acordo com a Veja, a partir do Brasil, Maduro poderia permanecer no país ou seguir para um de seus aliados internacionais, como o Irã ou Coreia do Norte.
Se Lula aceitasse a condição, Trump estaria disposto a revogar 100% das tarifas impostas ao Brasil por motivos ideológicos e revisar sanções contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF (Supremo Tribunal) que tiveram vistos diplomáticos cancelados e, em alguns casos, restrições financeiras.
Especulações sobre Maduro ter fugido para o Brasil
No último dia 29 de novembro, especulou-se que Maduro e seu entorno poderiam estar a bordo de um Airbus A-319 da Conviasa, que partiu de Caracas e pousou numa região próxima de Roraima. O Airbus A-319 é uma espécie de aeronave VIP usada pelo ditador.
Fontes ouvidas pela CNN, entretanto, descartaram a fuga do ditador venezuelano para o Brasil.
No Instagram, quando conta da ligação com Donald Trump, Lula diz acreditar que notícias boas estão a caminho do Brasil:
“Não tem sentido essa taxação. Disse para ele [Trump] que é importante rever isso, que a gente discutisse a questão do crime organizado, porque é preciso combater o crime organizado e nós temos gente importante que pratica crime aqui no Brasil, que mora em Miami. Eu disse para ele que nós estamos dispostos a trabalhar juntos para combater o crime organizado na fronteira, aonde tiver, porque o crime organizado é um atraso para qualquer sociedade, é uma violência contra a economia dos Estados, a liberdade. Foi uma conversa extraordinária”.
