Ações conjuntas e com equipamentos de visão noturna fecham o cerco contra garimpo ilegal

Operações conduzidas pelo Comando Conjunto Catrimani II têm conseguido avançar na proteção da Terra Indígena Yanomami contra a atuação do garimpo ilegal, realizando incursões para localizar e destruir estruturas e maquinários usados por garimpeiros, inclusive utilizando modernos equipamentos com visão noturna para reconhecer alvos na completa escuridão da floresta

Equipamentos especiais permitem atuação na escuridão da floresta (Foto: Divulgação)

A Operação Catrimani II, uma ação conjunta entre órgãos de Segurança Pública, Agências e Forças Armadas, sob coordenação da Casa de Governo de Roraima, instalada em Boa Vista, tem agido para cumprir as determinações do Governo Federal para agir de modo preventivo e repressivo contra o garimpo ilegal, os ilícitos transfronteiriços e os crimes ambientais na Terra Indígena Yanomami, localizada na fronteira com a Venezuela, Norte do Estado.

No mês passado, o Comando Conjunto Catrimani II conduziu a Operação Flecha Noturna para desarticular a estrutura do garimpo ilegal na região da Terra Yanomami. As tropas utilizaram equipamentos especiais para reconhecimento e monitoramento de alvos, infiltrando-se no terreno mesmo com restrição de luminosidade e mantendo as operações durante todo o período noturno.

Com essas ações, diversos materiais do garimpo foram inutilizados nos dias 17 e 18 de outubro, incluindo motores, gerador, combustível e itens de acampamento. A Operação Flecha Noturna é considerado um passo importante na intensificação das ações repressivas contra ilícitos ambientais na região. Essas medidas colaboram para a desarticulação das redes de apoio ao garimpo e para a neutralização de seus meios logísticos, com o objetivo de inviabilizar a mineração ilegal e de assegurar a permanência das Forças Armadas no terreno.

“A prontidão e a capacidade operacional das Forças Armadas são diferenciais estratégicos no combate aos ilícitos ambientais na Terra Indígena Yanomami. A atuação garante uma presença dissuasória, que dificulta a reorganização do garimpo ilegal”, informou o Exército Brasileiro por meio de seus canais de divulgação.

Coordenadas com a Casa de Governo em Roraima, as ações da Operação Catrimani levaram a readaptações da atividade mineradora ilegal. Nesse cenário, as operações noturnas tornaram-se essenciais para evitar confrontos diretos, explorar o elemento surpresa e aproveitar a capacidade singular das Forças Armadas em operações de alta complexidade sob condições de baixa visibilidade.

Ação integrada neutraliza garimpo ilegal

Operação conjunta desencadeada na chamada pista do Rangel (Foto: Divulgação)


O Comando Conjunto Catrimani II conduziu, na sexta-feira passada, a Operação Integração III, que neutralizou diversas estruturas e materiais utilizados pela mineração ilegal na Terra Indígena Yanomami. As ações aconteceram na região de Surucucu, área conhecida como garimpo do Rangel.

Coordenada pela Casa de Governo do Estado de Roraima, a operação integrou efetivos da Marinha, Exército, Força Aérea, Força Nacional de Segurança Pública e as Polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF). Os militares e agentes de segurança foram apoiados pelas aeronaves Super Cougar (UH-15), Caracal (H-36) e Koala (AW119).

Operação contou também com policiais da Força Nacional e PRF (Foto: Divulgação)

Com a ação, foram inutilizados motores, freezer, fogão, esteiras, itens de acampamento, mangueiras e combustível. Além de impactar a capacidade logística do garimpo ilegal, a Operação Integração III representa um passo importante para garantir a plena ocupação da região pela comunidade Yanomami.

Operação Catrimani II

A Operação Catrimani II é uma ação conjunta entre órgãos de Segurança Pública, Agências e Forças Armadas, em coordenação com a Casa de Governo de Roraima, em cumprimento à Portaria GM-MD N° 1511, de 26 de março de 2024, que visa agir de modo preventivo e repressivo contra o garimpo ilegal, os ilícitos transfronteiriços e os crimes ambientais na Terra Indígena Yanomami.

A integração e a interoperabilidade entre Forças Armadas e agências são fundamentais no combate à mineração ilegal. A atuação coordenada dificulta a reorganização do garimpo ilegal e aumenta a eficiência para identificar atividades ilícitas, adentrar terrenos de difícil acesso e desmantelar redes de exploração.

Fontes: Exército Brasileiro e Defesa Aérea & Naval

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